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Em maio de 2026
Crescimento da economia regional abrandou
O Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE) revela que a atividade económica da Região manteve uma trajetória de crescimento, embora a um ritmo inferior ao observado no mês anterior, interrompendo assim três meses consecutivos de aceleração.
Como a DREM referiu na primeira divulgação do IRAE, em outubro de 2017, o objetivo do mesmo é “sinalizar o comportamento da atividade económica, nomeadamente no que se refere à sua direção e magnitude das flutuações: se esta se encontra em terreno positivo ou negativo, as acelerações, desacelerações e a identificação de pontos de viragem”. O seu valor quantitativo assume, por isso, uma importância secundária, não se apresentando o mesmo como um substituto da variação real do Produto Interno Bruto, a ser apurada com um conjunto mais variado e completo de informação estatística, muito embora haja uma forte correlação entre as duas variáveis.
Síntese Económica de Conjuntura – A situação económica da RAM em maio de 2026, em 7 tópicos
Atividade Económica
Como anteriormente referido, a atividade económica regional manteve, em maio de 2026, uma trajetória de crescimento, embora a um ritmo inferior ao observado no mês precedente, interrompendo assim três meses consecutivos de aceleração.
No setor do turismo, o número de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico — que não inclui o alojamento local com capacidade inferior a 10 camas — diminuiu 1,3%, acentuando a redução registada em abril (-0,4%). Os proveitos totais aumentaram 8,1%, mantendo uma evolução positiva, ainda que menos intensa do que a observada no mês anterior (10,6%). O RevPAR prosseguiu a tendência de desaceleração, crescendo 4,8%, após a variação de 5,8% registada em abril. Por sua vez, a taxa líquida de ocupação-cama manteve-se inalterada face ao mês anterior, fixando-se em 67,6%.
No setor da energia, a emissão de energia elétrica cresceu 3,9%, desacelerando face ao aumento de 4,8% observado no mês anterior. Por seu turno, a introdução no consumo de gasóleo diminuiu 0,2%, invertendo o ligeiro crescimento registado em abril (0,4%).
No que respeita à dinâmica empresarial, a relação entre sociedades constituídas e dissolvidas fixou-se em 2,5 novas sociedades por cada dissolução, valor superior ao registado no mês anterior (2,3).
Indicadores Qualitativos
Em maio de 2026, os indicadores de confiança registaram uma evolução favorável no Comércio e nos Serviços. Em contrapartida, verificou-se uma diminuição na Indústria Transformadora e na Construção e Obras Públicas.
Consumo Privado
No mês em análise, a introdução no consumo de gasolina aumentou 6,9% em termos homólogos, evidenciando um abrandamento face ao crescimento de 9,3% registado em abril.
O saldo dos empréstimos concedidos às famílias e às instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias (ISFLSF) para consumo e outros fins aumentou 8,7%, situando-se ligeiramente abaixo do valor observado no mês anterior (9,1%). Por sua vez, os levantamentos e as compras efetuados através de terminais de pagamento automático (TPA), com cartões nacionais, cresceram 6,3%, traduzindo uma aceleração face aos 5,5% registados em abril.
No que respeita às vendas de automóveis ligeiros de passageiros, registou-se um aumento homólogo de 9,4%, significativamente superior aos 0,7% observados no mês precedente.
Investimento
Em maio de 2026, os indicadores de investimento apresentaram um comportamento heterogéneo, embora a maioria tenha registado uma evolução desfavorável.
As vendas de automóveis ligeiros de mercadorias aumentaram 10,3%, invertendo a diminuição de 21,9% registada em abril. Por sua vez, o saldo dos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras diminuiu 2,5%, acentuando a redução observada no mês anterior (-2,3%).
A comercialização de cimento diminuiu 1,6%, invertendo o crescimento de 3,7% registado em abril. Em sentido contrário, o saldo dos empréstimos à habitação concedidos às famílias e às ISFLSF aumentou 9,3%, situando-se ligeiramente acima do valor observado no mês anterior (9,1%).
A avaliação bancária da habitação cresceu 17,3%, mantendo uma evolução positiva, embora a um ritmo inferior ao registado em abril (19,1%).
Relativamente ao número de edifícios licenciados, observou-se um crescimento homólogo de 21,2%, menos expressivo do que o verificado no mês anterior (34,0%).
Procura Externa
Em maio de 2026, as exportações regionais de bens diminuíram 6,8%, agravando a contração observada no mês anterior (-0,7%). Por seu turno, as importações de bens aumentaram 3,3%, desacelerando, de forma expressiva, face ao crescimento de 17,3% registado em abril.
O movimento de mercadorias nos portos da Região manteve uma evolução positiva, registando um crescimento de 5,3%, embora inferior ao observado no mês anterior (7,3%).
No transporte aéreo, o tráfego de passageiros nos aeroportos regionais aumentou 3,4%, acelerando ligeiramente face aos 3,2% registados em abril.
No que se refere aos levantamentos e às compras efetuados através de terminais de pagamento automático (TPA), com cartões internacionais, registou-se um crescimento de 3,4%, superior ao observado no mês anterior (1,6%).
Mercado de Trabalho
Em maio de 2026, o número de desempregados inscritos diminuiu 5,2%, mantendo a tendência de redução observada nos meses anteriores e evidenciando um recuo ligeiramente mais acentuado do que o registado em abril (-4,9%).
Os pedidos de emprego diminuíram 4,5%, agravando a redução observada no mês precedente (-4,0%).
Por sua vez, as ofertas de emprego diminuíram 5,9%, invertendo o crescimento de 5,6% registado em abril.
Preços
A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) aumentou para 4,6% em maio de 2026, após os 3,7% registados no mês anterior.
A inflação nos bens abrandou para 2,7% (3,7% em abril), enquanto nos serviços acelerou para 6,7% (3,7% no mês anterior).
A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, aumentou para 3,7%, após os 2,7% registados em abril.
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