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[NOTA PRÉVIA: No que se refere à divulgação mensal do ano de referência de 2026, a DREM mantém o modelo do ano anterior, divulgando um agregado que compreende a hotelaria, o turismo no espaço rural e todo o alojamento local, independentemente do número de camas. Por sua vez, o Instituto Nacional de Estatística (INE), na sua divulgação, exclui o alojamento local com menos de 10 camas, pelo que nesta notícia, no Em Foco e nos quadros publicados pela DREM, é mencionado um total geral superior ao do INE, no que respeita a hóspedes e dormidas. Para as variáveis taxas de ocupação, quartos e proveitos, os valores são coincidentes com os do INE pelo facto do seu apuramento excluir o alojamento local com menos de 10 camas.]

Em julho de 2026

Dormidas no alojamento turístico da Região cresceram 2,2% em termos homólogos

Na Região Autónoma da Madeira (RAM), o alojamento turístico registou, em julho de 2026, a entrada de 247,4 mil hóspedes, os quais geraram 1 342,6 mil dormidas, traduzindo-se em variações homólogas de +0,4% e +2,2%, respetivamente. O segmento da hotelaria concentrou 64,2% das dormidas (862,2 mil) do total de dormidas, decrescendo 0,7% em termos homólogos. Por sua vez, o número de dormidas no alojamento local (33,8% do total) subiu 8,9%, enquanto o turismo no espaço rural (2,0% do total) desceu 6,4%, em termos homólogos.

Para efeitos de comparabilidade com os dados divulgados pelo INE, é necessário excluir o alojamento local com menos de 10 camas, sendo que, segundo esta lógica de apuramento de resultados, as dormidas no alojamento turístico registaram uma variação homóloga de -0,9%, variação contrária à observada a nível nacional (+2,1%).

Em julho, os maiores aumentos das dormidas registaram-se no Alentejo (+7,7%) e no Norte (+6,3%). Em sentido contrário, as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira apresentaram os maiores decréscimos (-1,2% e -0,9%, respetivamente). O Algarve (30,8% do total), a Grande Lisboa (20,2%) e o Norte (17,4%) concentraram, em conjunto, 68,4% do total de dormidas.

Nos primeiros sete meses de 2026, os hóspedes entrados no total do alojamento turístico da Região totalizaram 1 486,1 mil, o que representa um crescimento de 5,8% face ao período homólogo. Também as dormidas registaram um aumento de 2,2% em comparação com o mesmo período de 2025, fixando-se em 7,5 milhões.

A taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região, no mês em referência, foi de 70,5%, menos 4,9 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no mês homólogo (75,4%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto situou-se em 81,9% (85,4% em julho de 2025).

Em julho de 2026, a estada média no conjunto do alojamento turístico fixou-se em 4,89 noites, acima das 4,81 noites registadas em julho de 2025. O alojamento local apresentou a estada média mais elevada (4,95 noites), seguida da hotelaria (4,91 noites). O turismo no espaço rural registou a permanência média mais baixa, fixando-se em 3,73 noites.

De realçar que os 10 principais mercados emissores representaram 81,5% do total das dormidas registadas em julho de 2026. Neste mês, Portugal manteve-se como o principal mercado emissor, concentrando 19,1% do total das dormidas (+8,2% face ao período homólogo). Esta liderança já se verificara no mês anterior e durante o verão de 2025 (junho, julho e agosto). Seguiram-se a Alemanha (15,2%; +3,1%) e o Reino Unido (13,9%; -5,9%). A França ocupou a quarta posição, com um peso de 9,0% (+0,8%), seguida da Polónia (6,2%; -6,7%) e dos Países Baixos (5,7%; +11,5%).

Em julho de 2026, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram crescimentos homólogos de 5,8% e 4,5%, respetivamente, fixando-se, pela mesma ordem, em 101,8 milhões de euros e 74,0 milhões de euros. No conjunto do País, e no mesmo mês, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram, em ambos os casos, um crescimento homólogo de 4,9%.

Em termos acumulados, na Região, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram variações homólogas de +7,8% e +7,2%, respetivamente, totalizando 534,6 milhões de euros e 382,9 milhões de euros, pela mesma ordem, no período de janeiro a julho de 2026.

No mês de julho de 2026, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) rondou os 127,05 euros no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local abaixo das 10 camas), mais 1,7% do que no mês homólogo. Por sua vez, o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) no alojamento turístico passou de 146,28€, em julho de 2025, para 155,14€, em julho de 2026 (+6,1% de variação homóloga).

De janeiro a julho de 2026, no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas), o RevPAR situou-se em 98,18 euros, representando um aumento homólogo de 4,1%. Na hotelaria, o RevPAR foi de 106,17 euros, correspondendo a um crescimento homólogo de 5,0%. Quanto ao ADR, os valores foram superiores, fixando-se nos 131,32 euros (+8,9%) e 137,21 euros na hotelaria (+10,2%).

Alojamento turistico PT

 
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