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No 4.º trimestre de 2021

Número de postos de trabalho na Administração Regional da Madeira cresceu pelo quinto trimestre consecutivo

De acordo com a informação divulgada pela Direção Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) - entidade responsável pela compilação da informação relativa aos recursos humanos dos órgãos e serviços da administração Pública em Portugal - que publicou a Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP) para o 4.º trimestre de 2021 no passado dia 14 de fevereiro, existiam 20 710 postos de trabalho na Administração Regional da Madeira (ARM) a 31/12/2021. Face ao trimestre anterior, a variação foi de mais 331 (+1,6%) postos de trabalho, observando-se em termos homólogos um aumento de 787 postos (+4,0%). Comparativamente ao final de 2011 houve uma diminuição de 644 postos (-3,0%).

Por sua vez, o Instituto de Segurança Social da Madeira, que segundo a classificação de unidades institucionais deve ser apresentado separadamente da ARM, contabilizou 1 309 postos de trabalho em 31/12/2021, menos 102 (-7,2%) que em 31/12/2011 e menos 5 (-0,4%) que em 31/12/2020. Face ao 3.º trimestre de 2021 houve uma diminuição de 37 trabalhadores (-2,7%).

A análise dos dados referentes ao emprego no sector institucional das administrações públicas a nível nacional, para o período compreendido entre dezembro de 2011 e dezembro de 2021, evidencia reduções apenas nos subsectores dos Fundos de Segurança Social (-14,3%) e da Administração Regional da Madeira (-3,0%). Os outros subsectores observaram aumentos, sendo o de maior dimensão relativa, o operado pela Administração Regional dos Açores (+13,4%).  Na Administração Local (+2,3%) e na Administração Central (+0,5%) também se registou um incremento. A média do conjunto das Administrações Públicas foi de +0,8%.

Emprego administracao publica PT novo


Todos os subsectores observaram crescimentos face ao final de 2020. A Administração Regional dos Açores (+4,1%) liderou os aumentos seguida da Administração Regional da Madeira (+4,0%) e da Administração Local (+3,3%). A Administração Central (+1,6%) e os Fundos de Segurança Social (+1,4%) registaram os crescimentos menos significativos. A variação média homóloga no conjunto das Administrações Públicas foi de +2,0%.

Comparativamente ao trimestre anterior, a Administração Regional da Madeira e a Administração Central (+1,6%, em ambos os subsectores) apresentam um crescimento acima da média das Administrações Públicas (+1,3%). Aumentos menos significativos foram registados na Administração Regional dos Açores (+1,3%) e na Administração Local (+0,1%), enquanto os Fundos de Segurança Social (-0,7%) contrariaram a tendência geral, revelando uma ligeira diminuição.

Pela quarta vez desde que esta informação é compilada pela DGAEP (ou seja, desde o ano de 2011), a ARM regista um saldo positivo entre entradas e saídas de trabalhadores nas entidades da ARM de +787 em 2021, superando os saldos de 2020 (+313), 2019 (+337) e 2018 (+168). Nos restantes anos, aquele saldo havia sido sempre negativo, tendo atingido um mínimo em 2014 (-517).

No que diz respeito à desagregação por cargo, carreira e grupo, o mais representativo é o do pessoal docente com 28,9%, seguido dos assistentes operacionais e dos assistentes técnicos, com 25,7% e 14,5% do total, respetivamente. A contratação de trabalhadores para carreiras de assistente operacional (+262), técnico superior (+172), assistente técnico/administrativo (+96), médico (+55), técnico diagnóstico e terapêutica (+34) e de enfermeiro (+26) explica o crescimento homólogo global verificado no 4.º trimestre de 2021. Comparativamente ao final de 2011, a carreira médica (+60,0%), de técnico superior (+49,1%), de técnico diagnóstico e terapêutica (+20,9%), da administração tributária e aduaneira (+19,8%) e de enfermagem (+17,4%), registaram as mais altas taxas de crescimento. Em sentido inverso, os conservadores e notários (-28,6%), os educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (-12,9%), os assistentes técnicos (-11,7%), os assistentes operacionais (-11,2%), os dirigentes superiores e os oficiais dos registos e do notariado (-10,9%, em ambos) registaram os decréscimos mais representativos.

A ventilação por Secretaria Regional (S.R.) mostra que a S.R. da Educação continua a ser responsável pelo maior número de trabalhadores, com 9 801 postos de trabalho (47,3% do total da ARM), enquanto as restantes Secretarias mantêm volumes de emprego compreendidos entre os 224 (S.R. Mar e Pescas) e os 1 053 (S.R. das Finanças) postos de trabalho.

Se à ARM se adicionar, o Instituto de Segurança Social da Madeira, as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia da RAM, conclui-se que o emprego público na RAM representava no último trimestre de 2021, 19,7% da população ativa (18,7% no mesmo período do ano anterior) e 21,1% da população empregada (a mesma percentagem no trimestre homólogo). Note-se contudo, que estas percentagens não incluem as empresas públicas não classificadas no perímetro da ARM (ou seja, aquelas que são consideradas mercantis), nem os Serviços e entidades na dependência da Administração Central que operam na Região.

No final de 2021, em termos de género, a taxa de feminização na ARM era de 70,0%, significando que sete em cada dez trabalhadores eram do sexo feminino, um rácio superior à média das Administrações Públicas do país, onde aquela taxa ronda os 61,5%. A ARM apresenta, com efeito, uma taxa de feminização superior à de todos os outros subsectores, com exceção dos Fundos de Segurança Social (82,0%).

A idade média estimada dos trabalhadores da Administração Regional da Madeira era, em dezembro de 2020, de 48,6 anos, ligeiramente superior à do ano anterior (48,3 anos). A maior parte estava concentrada nos grupos etários dos “45 aos 54 anos” (34,5%) e dos “35 a 44 anos” (26,7%). A percentagem de trabalhadores com “55 e mais anos” (28,0%) era superior à daqueles com “menos de 35 anos” (7,9%).

No que diz respeito às habilitações, observa-se que mais de metade dos trabalhadores da ARM (57,9%) possui o ensino superior, 24,1% tem apenas o ensino básico e os restantes 18,0%, o secundário.

De notar também que, em dezembro de 2020, 200 postos de trabalho eram ocupados por trabalhadores portadores de deficiência (+8 que em dezembro de 2019), representando cerca de 1,0% do total. 

Em outubro de 2021, a remuneração base média mensal na ARM era de 1 575,00€, superior em 2,2% à média global das Administrações Públicas, enquanto o ganho médio mensal (que corresponde ao agregado das remunerações de base, prémios, subsídios ou suplementos) fixava-se em 1 861,75€, sendo também mais alto que a média global em 3,4%. Face a outubro de 2020, a remuneração base média mensal na ARM cresceu 2,1% e o ganho médio mensal, 3,0%.

As empresas públicas que não foram classificadas dentro da ARM tinham a 31 de dezembro de 2021, 2 302 postos de trabalho, +75 em termos homólogos (+3,4%) e -86 que em 31 de dezembro de 2012 (-3,6%).

No domínio da Administração Local, a 31 de dezembro de 2021, as onze Câmaras Municipais da RAM eram responsáveis por 3 249 postos de trabalho, +66 (+2,1%) que no final de 2020 e +56 (+1,8%) que em dezembro de 2011. Por sua vez, as 54 Juntas de Freguesias da RAM tinham a 31 de dezembro de 2021, 154 postos de trabalho, -1 (-0,6%) em termos homólogos e -19 (-11,0%) que em 31 de dezembro de 2011.

Para mais informação aceda a:

Cooperação Estatística Internacional

MAC14 20

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Literacia Estatística

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