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Na 2.ª quinzena de junho

Maioria das empresas declarou aumento do volume de negócios face à quinzena anterior

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje os resultados da 2.ª quinzena de junho de 2020 do COVID-IREE – Inquérito Rápido e Excecional às Empresas, operação estatística criada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal (BdP) para avaliar os efeitos da pandemia COVID-19 no tecido empresarial nacional.

O inquérito começou por ter uma frequência semanal, tendo passado a quinzenal no mês de maio, atendendo ao grau de variabilidade observado na frequência semanal das principais variáveis recolhidas e visando não colocar uma carga excessiva sobre as empresas que respondem. Considerando a evolução das restrições à atividade económica decorrentes da pandemia COVID-19, o INE e o BdP decidiram suspender o questionário a partir do mês de agosto. A recolha relativa à última edição irá decorrer na semana de 20 a 24 de julho e a publicação dos resultados terá lugar no dia 29 de julho.

Para a RAM – região cuja recolha de informação é feita pela DREM – a taxa de resposta global na referida quinzena foi de 99%, representando 99% do pessoal ao serviço (NPS) e cerca de 100% do volume de negócios (VNN) das empresas da amostra. Tal como nas edições anteriores, estas percentagens foram substancialmente superiores às verificadas no conjunto do país (55% na taxa de resposta global, representando 61% do NPS e 71% do VVN da amostra).

Note-se que o inquérito na sua génese teve como objetivo apurar dados para o país, não estando desenhado para apuramentos ao nível de Região, sendo que a informação apresentada para a RAM corresponde exclusivamente aos dados das respostas obtidas, sem qualquer extrapolação. Por essa razão também, o conjunto de informação divulgada é reduzido, mormente quando comparado com a informação que tem vindo a ser disponibilizada no âmbito do COVID-IREE pelo INE.

As principais conclusões relativas às empresas respondentes na 2.ª quinzena de junho de 2020 são as seguintes:

  • 87% das empresas estavam em produção ou em funcionamento e 12% temporariamente encerradas. A nível nacional, estas percentagens foram de 96% e 3%, respetivamente. Apesar do diferencial para o país, a percentagem de empresas em funcionamento nesta quinzena é superior à verificada na primeira metade de junho (84%);
  • Comparativamente à situação expectável sem pandemia, 76% das empresas continuaram a reportar um impacto negativo no volume de negócios e 19% assinalaram não existir impacto. No país, as percentagens correspondentes a estas situações foram, pela mesma ordem, de 66% e 27%;
  • 38% das empresas declararam uma redução superior a 50% no volume de negócios e 28% uma diminuição entre 10% e 50%. A nível nacional, 22% das empresas reportaram uma redução superior a 50% do volume de negócios;
  • Quando se compara a 2.ª quinzena com a 1.ª quinzena de junho, 43% das empresas apontam para um aumento do volume de negócios, sendo que 39% indicam uma estabilização. A nível nacional, as percentagens para as duas situações atrás referidas (aumento ou estabilização) são de 34% e 37%, respetivamente;
  • A alteração das medidas de contenção foi o motivo mais citado pelas empresas que reportaram aumentos;
  • Face à situação expectável sem pandemia, 41% das empresas respondentes continuaram a reportar reduções no pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar (36% no país), representando 45% do pessoal ao serviço das empresas respondentes. 54% informaram não ter havido impacto (49% do total de pessoal ao serviço das empresas respondentes), sendo que no país a percentagem foi de 59%;
  • 18% declararam uma redução superior a 50% no número de funcionários efetivamente a trabalhar e 15% apontaram para diminuições entre 10% e 50%. A nível nacional apenas 10% reportaram uma redução acima de 50%;
  • Comparando a situação na 2.ª quinzena de junho com a 1.ª quinzena de junho, 71% das empresas não reportou alterações no número de pessoas ao serviço (72% a nível nacional);
  • A redução do número de pessoas ao serviço em layoff simplificado foi o motivo com impacto positivo mais referido pelas empresas que reportaram um aumento de pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar;
  • 40% das empresas respondentes tinham pessoas em teletrabalho e 41% das empresas registavam a existência de pessoal a trabalhar em presença alternada nas instalações da empresa devido à pandemia. Estas percentagens são inferiores às do país, onde os valores foram de 46% e 44% respetivamente;
  • 38% das empresas beneficiaram ou planeiam beneficiar da moratória de créditos, 60% do acesso a novos créditos, enquanto a suspensão do pagamento de obrigações fiscais e contributivo está nos planos de 45% das empresas;

É possível ainda estabelecer uma comparação entre os dados de abril e os de junho, fazendo médias dos resultados obtidos.

  • A percentagem de empresas em funcionamento, mesmo que parcialmente, fixou-se nos 76% em média no 2.º trimestre de 2020 (90% no país). Assim, enquanto em abril a percentagem de empresas em funcionamento era de 69%, em junho cresceu para 86%. No país, nos mesmos meses, passou de 83% para 96%.
  • A percentagem de empresas respondentes a reportar um impacto negativo no volume de negócios, face à situação expectável sem pandemia, foi 84% no 2.º trimestre (74% no país), decrescendo de 89% em abril para 78% em junho, sendo que a nível nacional estas percentagens foram de 80% e 67%, respetivamente.
  • No 2.º trimestre, 59% das empresas referiram reduções no pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar (48% no país), face à situação expectável sem pandemia, com 71% a declarar uma redução do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar no mês de abril contra 43% em junho. No país, nos referidos meses, passou de 59% para 38%. 

 

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