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94% das empresas manifestam um grau de preocupação elevado ou moderado face a um agravamento ou prolongamento das medidas de contenção da pandemia

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje os resultados da recolha seletiva da edição da semana de 11 a 19 de novembro de 2020 do COVID-IREE – Inquérito Rápido e Excecional às Empresas, operação estatística criada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelo Banco de Portugal (BdP) com o objetivo de identificar alguns dos principais efeitos da pandemia COVID-19 na atividade das empresas.

O inquérito que foi lançado no passado mês de abril, começou por ter uma frequência semanal, tendo passado a quinzenal no mês de maio. Atendendo à evolução das restrições à atividade económica decorrentes da pandemia COVID-19, o questionário esteve suspenso desde o passado mês de agosto. Contudo, considerando o atual agravamento das condições de emergência sanitária, o INE e o BdP decidiram realizar mais uma edição do inquérito, com um conjunto reformulado de questões, visando reavaliar os efeitos da pandemia na atividade das empresas e avaliar a perceção das empresas face a um conjunto de cenários possíveis.

Para a RAM – região cuja recolha de informação é feita pela DREM – a taxa de resposta global na referida semana foi de 95%, representando 94% do pessoal ao serviço (NPS) e 96% do volume de negócios (VNN) das empresas da amostra. Tal como nas edições anteriores, estas percentagens foram substancialmente superiores às verificadas no conjunto do país (66% na taxa de resposta global, representando 68% do NPS e 76% do VVN da amostra).

Note-se que o inquérito na sua génese teve como objetivo apurar dados para o país, não estando desenhado para apuramentos ao nível de Região, sendo que a informação apresentada para a RAM corresponde exclusivamente aos dados das respostas obtidas, sem qualquer extrapolação. Por essa razão também, o conjunto de informação divulgada é reduzido, mormente quando comparado com a informação que tem vindo a ser disponibilizada no âmbito do COVID-IREE pelo INE.

As principais conclusões relativas à semana de 11 a 19 de novembro são as seguintes:

Análise da situação económica e financeira das empresas

  • As novas medidas de contenção e as variações nas encomendas/clientes foram referidas por respetivamente, 57% e 56% das empresas respondentes da RAM como alterações decorrentes da pandemia COVID-19 com impacto negativo ou muito negativo sobre a evolução do volume de negócios (56% e 59% das empresas no país, pela mesma ordem);
  • As empresas que beneficiam atualmente de apoios anunciados pelo Governo devido à pandemia COVID-19 representam entre 37% e 43% do total, dependendo da medida. Estes limites de intervalo são bastante superiores aos verificados no país, em que os extremos são 19% e 30%.
  • 43% das empresas beneficiam do acesso a novos créditos com juros bonificados ou garantias do Estado, sendo esta considerada uma medida muito importante por 35% das empresas. A mesma percentagem de empresas, 39%, recorreu à suspensão do pagamento de obrigações fiscais e contributivas e ao incentivo extraordinário à normal normalização da atividade económica. 38% das empresas beneficia atualmente da moratória ao pagamento de juros e capital de créditos já existentes e 37% beneficia do apoio à retoma progressiva/layoff simplificado;

Análise da situação laboral e da forma de trabalhar das empresas

  • 91% das empresas da RAM deverão manter os postos de trabalho até ao final de 2020, percentagem idêntica à das empresas que no país vão manter ou aumentar (90%) a sua força de trabalho. 9% das empresas regionais têm contudo planos para a redução de efetivos, o que compara com 10% no país. Já em 2021, 85% das empresas da RAM planeiam manter ou aumentar os postos de trabalho e 15% tem intenções de reduzir, percentagens que no país são de 87% e 13%, respetivamente
  • Pelo menos 19% das empresas (consoante a alteração considerada) revelaram ser muito provável alterar de forma permanente a sua forma de trabalhar em consequência da pandemia COVID-19. 60% das empresas considera muito provável reduzir de forma permanente o número de viagens de negócios e mesma percentagem refere a reorganização das equipas de trabalho como uma realidade muito provável. O uso mais intensivo do teletrabalho foi referido por 19% das empresas como uma alteração muito provável na atual forma de trabalhar, percentagem inferior à do país (31%);

Análise do mercado das empresas

  • Para 74% das empresas, o ambiente concorrencial no mercado onde operam não se alterou nos últimos seis meses (79% no país).
  • No que respeita à alteração de forma permanente da relação com os principais clientes/fornecedores, 30% das empresas já reduziu ou vai reduzir os stocks de produtos necessários à atividade (20% no país) e 25% vai redirecionar os mercados alvo (exatamente a mesma percentagem que no país). Apenas 19% das empresas referem já ter alterado ou tencionam alterar as cadeias de fornecimento (14% no país).

Recurso aos fundos do plano de recuperação e resiliência ”Next generation EU” e áreas de aplicação

  • Apenas 10% das empresas tencionam recorrer aos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (“Next Generation EU”). Das restantes, 48% consideram que não existe ainda informação disponível suficiente para uma tomada de decisão e 42% das empresas não pretendem concorrer a estes fundos. As percentagens a nível nacional são, pela mesma ordem, de 8%, 45% e 47%;

Análise de sensibilidade das empresas

  • 72% das empresas manifestam uma preocupação elevada e 22% uma preocupação moderada face a um cenário de agravamento ou prolongamento das medidas de contenção da pandemia. Também um cenário de redução da procura é motivo de preocupação para 93% das empresas (elevado para 67%). A evolução adversa da sua situação de liquidez e financeira preocupa elevada ou moderadamente 90% das empresas (elevado para 64%). O potencial fim das medidas excecionais de apoio às empresas em 2021 constitui uma preocupação de grau elevado ou moderado para 79% das empresas (elevado para 55%);
  • 80% das empresas respondentes não prevê o encerramento num cenário de agravamento das medidas de contenção da pandemia e de ausência de medidas adicionais de apoio (84% no país). Por outro lado, 20% das empresas estimam subsistir, em média, 5,1 meses, se tal cenário de agravamento se verificar. No país 16% das empresas estimam subsistir em média 7,1 meses;
  • Num cenário de agravamento das medidas de contenção (semelhante ao observado durante o estado de emergência que vigorou em março e abril), uma proporção significativa de empresas considera que seria muito importante estender as medidas de apoio do Governo: 63% no caso da suspensão do pagamento de obrigações fiscais e contributivas, 60% no acesso a novos créditos com juros bonificados ou garantias do Estado, 57% no layoff simplificado e 50% no caso da moratória.
  • Num cenário de controlo efetivo da pandemia em 2021, 30% das empresas consideram que a atividade já voltou ou voltará ao normal num intervalo médio de 10,1 meses (a nível nacional os valores são de 34% e 9,8 meses, respetivamente). No mesmo contexto, duas em cada três empresas não conseguem antecipar se o seu volume de negócios voltará ou não ao nível normal;

Evolucao Postos Trabalho PT 

 

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