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Em 2025
Número de óbitos e casamentos aumentou, enquanto o número de nados-vivos diminuiu face a 2024
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje os dados definitivos de nados-vivos, óbitos e casamentos de 2025.
Os dados apresentados são referentes a 2025 e apurados com base em informação registada nas Conservatórias do Registo Civil até março de 2026. Sublinha-se ainda que a informação relativa aos óbitos de 2025 está sujeita a revisões após a codificação das causas de morte do respetivo ano.
Os resultados definitivos das estatísticas demográficas de 2025 indicam para a Região um saldo natural negativo de 1 127 indivíduos, resultante de um número de nados-vivos (1 745) inferior ao número de óbitos (2 872). Em 2024, o saldo natural havia sido igualmente negativo, embora menos expressivo, -781 indivíduos (1 793 nados-vivos e 2 574 óbitos).
Nascimentos – Idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho subiu para 30,6 anos
Em 2025, registaram-se 1 745 nados-vivos, filhos de mães residentes na Região, menos 2,7% (48 crianças) do que em 2024.
O maior registo de nascimentos ocorreu em novembro (178) e o menor em junho (122).
Das 1 745 crianças nascidas em 2025, 53,0% eram do sexo masculino, representando uma relação de masculinidade à nascença de 113, ou seja, por cada 100 crianças do sexo feminino nasceram cerca de 113 do sexo masculino. No País, este valor situou-se nos 105.
Dando continuidade a uma tendência que já vem desde 2016, a maior parte dos nascimentos registados em 2025 ocorreram fora do casamento, constituindo 62,2% do total (59,2% no País): 41,8% de pais que viviam em coabitação e 20,4% de pais que não viviam em coabitação.
A maior concentração de nascimentos deu-se para mães com idades superiores a 29 anos, 64,2%, percentagem inferior à nacional (65,6%). De notar que as mães com idades compreendidas entre 30 e 39 anos foram responsáveis por 56,0% do total de nascimentos averbados neste ano.
A proporção de nados-vivos de mães com 40 ou mais anos foi superior à de 2024 (8,1% em 2024 e 8,3% em 2025), tendo o número de nados-vivos de mães deste grupo etário diminuído de 145 para 144. O número de nados-vivos de mães adolescentes (19 ou menos anos) diminuiu de 34 em 2024 para 26 em 2025 (1,9% em 2024 e 1,5% em 2025).
Em média, as mães residentes na Região tiveram o primeiro filho aos 30,6 anos, ligeiramente mais tarde do que em 2024 (30,0 anos). Considerando o nascimento de filhos independentemente da ordem, a idade média das mães foi de 32,0 anos, também superior à registada em 2024 (31,8 anos).
Óbitos – Janeiro foi o mês com mais óbitos no ano de 2025
Em 2025, registaram-se 2 872 óbitos, mais 298 do que em 2024 (2 574 óbitos), representando uma subida de 11,6%. Da totalidade de óbitos registados neste ano, 82,8% ocorreram para indivíduos com 65 ou mais anos (87,1% no País) e 52,4% para indivíduos com idades iguais ou superiores a 80 anos (61,3% em Portugal).
O número de óbitos variou ao longo dos meses do ano. O registo mais alto ocorreu no mês de janeiro (299 óbitos) e o mais baixo no mês de junho (194 óbitos).
Em 2025, ocorreram 1 394 óbitos de homens (48,5%) e 1 478 de mulheres (51,5%). Desde o início do século, só a partir de 2010 é que o número de óbitos de mulheres passou a superar o de homens, com exceção do ano de 2016.
No ano em referência, contabilizaram-se 3 óbitos de bebés com menos de 1 ano (6 em 2024) e 2 óbitos fetais de mães residentes na RAM (7 em 2024). Em consequência, a taxa de mortalidade infantil diminuiu para 1,7 óbitos por mil nados vivos (3,3 em 2024), valor abaixo da média nacional (2,8 óbitos por mil nados vivos).
Casamentos – Idade média ao primeiro casamento aumentou em 2025
Na RAM, em 2025, realizaram-se 1 286 casamentos, o que representa um aumento de 5,0% relativamente ao ano transato (1 225 casamentos). Do total de casamentos observados neste período, 96,0% foram celebrados entre pessoas de sexo oposto, sendo os restantes celebrados entre pessoas do mesmo sexo (52 no total: 25 entre pessoas do sexo masculino e 27 entre pessoas do sexo feminino).
O número de casamentos variou ao longo dos meses do ano, atingindo o valor mais alto no mês de setembro (166 casamentos). O menor número de casamentos ocorreu no mês de janeiro, tendo sido celebrados 64 casamentos.
Os dados revelam ainda que 66,1% dos casamentos oficializados em 2025 diziam respeito a “primeiros casamentos”. De notar que em 75,4% dos casamentos, os nubentes já partilhavam residência antes do casamento. Segundo o regime de bens, em 58,7% dos casamentos optou-se pelo regime de comunhão de adquiridos.
Quanto à forma de celebração dos casamentos entre pessoas do sexo oposto, 76,6% foram realizados pelo civil e 23,1% pelo rito católico.
A idade média ao primeiro casamento ascendeu a 33,8 anos para as mulheres e a 36,0 anos para os homens (respetivamente, 33,7 e 35,9 anos em 2024).
Em 2025, ocorreram 1 028 dissoluções de casamento por morte do cônjuge, mais 96 do que em 2024. Destas resultaram 278 viúvos e 750 viúvas, contabilizando-se, entre estes, a dissolução de um casamento entre dois homens. A dissolução do casamento por morte do cônjuge afeta sobretudo as mulheres, devido à maior esperança de vida feminina.

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