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Em dezembro de 2025
Economia regional manteve-se em crescimento, embora a um ritmo inferior ao do mês precedente
O Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE) revela que, em dezembro de 2025, a atividade económica regional manteve uma trajetória positiva de crescimento, embora a um ritmo inferior ao registado no mês anterior.

Como a DREM referiu na primeira divulgação do IRAE, em outubro de 2017, o objetivo do mesmo é “sinalizar o comportamento da atividade económica, nomeadamente no que se refere à sua direção e magnitude das flutuações: se esta se encontra em terreno positivo ou negativo, as acelerações, desacelerações e a identificação de pontos de viragem”. O seu valor quantitativo, assume por isso uma importância secundária, não se apresentando o mesmo como um substituto da variação real do Produto Interno Bruto, a ser apurada com um conjunto mais variado e completo de informação estatística, muito embora haja uma forte correlação entre as duas variáveis.
Atividade Económica
Em dezembro de 2025, a economia regional manteve a sua trajetória de crescimento, embora a um ritmo mais moderado face ao mês anterior.
O número de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico aumentou 2,1%, desacelerando face ao mês anterior (3,5%). Os proveitos totais cresceram 12,0%, abaixo dos 15,3% registados em novembro, enquanto o RevPAR também desacelerou para 11,9%, após os 15,0% observados no mês precedente.
A emissão de energia elétrica manteve a trajetória de crescimento, com um aumento de 3,0%, ligeiramente superior ao verificado em novembro (2,9%). Em sentido contrário, a introdução no consumo de gasóleo diminuiu 2,1%, uma redução mais acentuada do que a registada no mês anterior (-0,1%).
Por sua vez, a relação entre sociedades constituídas e dissolvidas situou-se em 2,5 novas sociedades por cada dissolução, valor inferior ao observado em novembro (3,2).
Indicadores Qualitativos
Os indicadores de confiança diminuíram, em dezembro de 2025, face ao mês anterior nos setores da Indústria Transformadora, do Comércio e dos Serviços, enquanto na Construção e Obras Públicas registou-se um aumento.
Consumo Privado
No mês em referência, a introdução no consumo de gasolina registou uma variação homóloga de 6,8%, inferior à observada em novembro (8,1%), confirmando um abrandamento da dinâmica de crescimento.
O saldo dos empréstimos concedidos às famílias e às instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias para consumo e outros fins aumentou 8,9%, ligeiramente acima do valor observado no mês anterior (8,7%).
Os levantamentos e compras através de terminais de pagamento automático (TPA) com cartões nacionais cresceram 4,5%, desacelerando face a novembro (6,0%).
As vendas de automóveis ligeiros de passageiros diminuíram 5,8%, traduzindo uma contração menos intensa do que a observada no mês anterior (-18,8%).
Investimento
Em dezembro de 2025, os indicadores de investimento voltaram a evidenciar comportamentos diferenciados.
As vendas de automóveis ligeiros de mercadorias registaram uma queda acentuada de 31,0%, invertendo a tendência de crescimento observada desde setembro. Por outro lado, o saldo dos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras diminuiu 0,4%, uma redução menos pronunciada do que a verificada no mês anterior (-1,9%).
A comercialização de cimento manteve-se em terreno negativo, registando uma variação homóloga de -11,8%, agravando a quebra observada em novembro (-5,6%). Em sentido contrário, o saldo dos empréstimos à habitação concedidos às famílias aumentou 8,1%, enquanto a avaliação bancária da habitação continuou a evidenciar uma evolução positiva, com um aumento de 17,5%.
Relativamente ao número de edifícios licenciados, registou-se uma diminuição de 13,2%, após a redução de 5,2% registada no mês anterior.
Procura Externa
As exportações regionais de bens registaram, em dezembro de 2025, uma ligeira diminuição de 0,2%, invertendo a trajetória de crescimento observada desde o início do ano e regressando ao nível de dezembro de 2024 (-0,2%). Por seu turno, as importações de bens aumentaram 17,2%, após a redução de 3,0% registada no mês anterior.
O movimento de mercadorias nos portos da Região cresceu 7,2%, ainda que ligeiramente abaixo do observado em novembro (7,9%).
O tráfego de passageiros nos aeroportos regionais manteve-se em crescimento, aumentando 7,4%, embora a um ritmo inferior ao verificado no mês anterior (11,5%).
Relativamente aos levantamentos e compras através de TPA com cartões internacionais, registou-se um aumento de 4,1%, inferior ao valor indicado para novembro (7,2%).
Mercado de Trabalho
Em dezembro de 2025, o número de desempregados inscritos diminuiu 7,8%, mantendo a trajetória descendente dos meses anteriores, embora menos acentuada do que a registada em novembro (-10,9%).
Os pedidos de emprego também registaram uma diminuição (-7,7%), confirmando a continuidade da tendência de recuo, ainda que menos intensa do que no mês precedente (-10,8%).
Por outro lado, as ofertas de emprego voltaram a acentuar a redução, registando uma variação homóloga de -18,3%, após a queda de 12,8% observada em novembro.
Preços
A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC), em dezembro de 2025, abrandou para 3,1%, após os 3,3% registados no mês anterior.
A inflação nos bens situou-se em 2,1% (2,3% em novembro), enquanto nos serviços desacelerou para 4,4%, após os 4,7% observados no mês precedente.
A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, diminuiu para 2,7%, após os 2,8% registados em novembro.
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