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Em fevereiro de 2026
Crescimento da economia regional acelerou
O Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE) revela que a atividade económica da Região manteve a trajetória de crescimento, registando uma aceleração face ao mês precedente.

Como a DREM referiu na primeira divulgação do IRAE, em outubro de 2017, o objetivo do mesmo é “sinalizar o comportamento da atividade económica, nomeadamente no que se refere à sua direção e magnitude das flutuações: se esta se encontra em terreno positivo ou negativo, as acelerações, desacelerações e a identificação de pontos de viragem”. O seu valor quantitativo assume, por isso, uma importância secundária, não se apresentando o mesmo como um substituto da variação real do Produto Interno Bruto, a ser apurada com um conjunto mais variado e completo de informação estatística, muito embora haja uma forte correlação entre as duas variáveis.
Síntese Económica de Conjuntura – Análise da Situação Económica da RAM em fevereiro de 2026 em 7 tópicos
Atividade Económica
Em fevereiro de 2026, a economia regional evidenciou um reforço do ritmo de crescimento, registando uma aceleração face ao mês precedente.
O número de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico voltou a diminuir (-2,1%), acentuando a redução registada em janeiro (-1,6%). Ainda assim, os proveitos totais mantiveram uma evolução positiva, crescendo 8,5%, ligeiramente acima do mês precedente (8,4%). Em contraste, o RevPAR prosseguiu a trajetória de desaceleração, fixando-se em 6,4% (7,6% em janeiro e 11,9% em dezembro).
A emissão de energia elétrica intensificou o crescimento, registando um aumento de 4,8%, superior ao observado em janeiro (3,9%). Por sua vez, a introdução no consumo de gasóleo manteve-se em terreno negativo, com uma diminuição de 2,7%, agravando a tendência de redução dos meses anteriores.
No que respeita à dinâmica empresarial, a relação entre sociedades constituídas e dissolvidas fixou-se em 2,8 novas sociedades por cada dissolução, traduzindo um abrandamento face ao registado em janeiro (3,4).
Indicadores Qualitativos
Em fevereiro de 2026, os indicadores de confiança nos sectores de atividade da Indústria Transformadora, do Comércio e na Construção e Obras Públicas diminuíram face ao mês anterior, enquanto nos Serviços houve um aumento.
Consumo Privado
No mês em análise, a introdução no consumo de gasolina apresentou uma variação homóloga de 6,8%, superior à registada em janeiro (5,1%), interrompendo a trajetória de abrandamento que se observava desde setembro.
O saldo dos empréstimos concedidos às famílias e às instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias para consumo e outros fins aumentou 8,7%, ligeiramente abaixo do valor observado no mês anterior (9,0%).
Os levantamentos e compras através de terminais de pagamento automático (TPA) com cartões nacionais cresceram 3,4%, desacelerando face a janeiro (3,9%).
As vendas de automóveis ligeiros de passageiros diminuíram 25,2%, traduzindo uma contração significativamente mais acentuada do que a observada no mês precedente (-3,4%).
Investimento
Em fevereiro de 2026, os indicadores de investimento continuaram a evidenciar um comportamento globalmente heterogéneo, com sinais divergentes entre os diferentes indicadores.
As vendas de automóveis ligeiros de mercadorias registaram uma diminuição de 15,4%, traduzindo uma contração menos acentuada do que a observada em janeiro (-19,6%). Por sua vez, o saldo dos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras diminuiu 0,2%, evidenciando uma redução menos pronunciada do que a verificada no mês anterior (-0,9%).
A comercialização de cimento manteve-se em terreno negativo, com uma variação homóloga de -5,8%, agravando a quebra observada em janeiro (-4,1%). Em sentido contrário, o saldo dos empréstimos à habitação concedidos às famílias e a avaliação bancária da habitação aumentaram 8,5% e 20,2%, respetivamente, mantendo a trajetória de crescimento.
Relativamente ao número de edifícios licenciados, registou-se um aumento de 14,8%, invertendo a trajetória decrescente observada nos meses anteriores.
Procura Externa
Em fevereiro de 2026, as exportações regionais de bens diminuíram 7,3%, traduzindo uma contração menos acentuada do que a observada no mês anterior (-11,4%). Em sentido contrário, as importações de bens aumentaram 28,9%, acelerando face ao crescimento registado em janeiro (24,7%).
O movimento de mercadorias nos portos da Região aumentou 8,7%, invertendo a diminuição verificada no mês anterior (-4,6%).
O tráfego de passageiros nos aeroportos regionais manteve-se em crescimento, registando um aumento de 3,8%, embora a um ritmo inferior ao observado em janeiro (4,2%) e nos meses anteriores.
Relativamente aos levantamentos e compras através de TPA com cartões internacionais, observou-se uma diminuição de 1,6%, agravando a redução registada no mês anterior (-0,5%).
Mercado de Trabalho
Em fevereiro de 2026, o número de desempregados inscritos diminuiu 6,9%, mantendo a trajetória descendente dos meses anteriores e em linha com a variação registada em janeiro (-6,9%).
Os pedidos de emprego registaram igualmente uma diminuição de 6,9%, confirmando a continuidade da trajetória descendente, ainda que ligeiramente menos acentuada do que no mês anterior (-7,4%).
Por sua vez, as ofertas de emprego diminuíram 3,8%, traduzindo uma contração bastante menos intensa do que a observada em janeiro (-21,5%).
Preços
A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) aumentou para 2,8% em fevereiro de 2026, após os 2,3% registados no mês anterior.
A inflação nos bens situou-se em 1,7% (1,3% em janeiro), enquanto nos serviços acelerou para 4,1% (3,4% no mês precedente).
A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, aumentou para 2,6%, face aos 2,0% registados em janeiro.
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