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Em junho de 2026
Crescimento da economia regional abrandou pelo segundo mês consecutivo
O Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE) revela que a atividade económica da Região manteve uma trajetória de crescimento, embora a um ritmo inferior ao observado no mês anterior, registando-se um abrandamento pelo segundo mês consecutivo.

Como a DREM referiu na primeira divulgação do IRAE, em outubro de 2017, o objetivo do mesmo é “sinalizar o comportamento da atividade económica, nomeadamente no que se refere à sua direção e magnitude das flutuações: se esta se encontra em terreno positivo ou negativo, as acelerações, desacelerações e a identificação de pontos de viragem”. O seu valor quantitativo assume, por isso, uma importância secundária, não se apresentando o mesmo como um substituto da variação real do Produto Interno Bruto, a ser apurada com um conjunto mais variado e completo de informação estatística, muito embora haja uma forte correlação entre as duas variáveis.
Síntese Económica de Conjuntura – A situação económica da RAM em junho de 2026, em 7 tópicos
Atividade Económica
Como anteriormente referido, a atividade económica regional manteve, em junho de 2026, uma trajetória de crescimento, embora a um ritmo inferior ao observado no mês precedente, registando-se um abrandamento pelo segundo mês consecutivo.
No setor do turismo, o número de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico — que não inclui o alojamento local com capacidade inferior a 10 camas — diminuiu 1,8%, acentuando a redução registada em maio (-1,3%). Os proveitos totais aumentaram 6,5%, mantendo uma evolução positiva, embora menos intensa do que a observada no mês anterior (8,1%). O RevPAR prosseguiu a tendência de desaceleração, crescendo 3,2%, após a variação de 4,8% registada em maio. Por sua vez, a taxa líquida de ocupação-cama diminuiu ligeiramente, fixando-se em 67,2%, face aos 67,6% observados no mês anterior.
No setor da energia, a emissão de energia elétrica cresceu 3,7%, ligeiramente abaixo do aumento de 3,9% observado no mês anterior. Por seu turno, a introdução no consumo de gasóleo diminuiu 7,0%, acentuando significativamente a redução registada em maio (-0,2%).
No que respeita à dinâmica empresarial, a relação entre sociedades constituídas e dissolvidas fixou-se em 2,4 novas sociedades por cada dissolução, valor ligeiramente inferior ao registado no mês anterior (2,5).
Indicadores Qualitativos
Em junho de 2026, os indicadores de confiança registaram uma evolução favorável na Indústria Transformadora, no Comércio e nos Serviços. Em contrapartida, verificou-se uma diminuição na Construção e Obras Públicas.
Consumo Privado
No mês em análise, a introdução no consumo de gasolina aumentou 1,0% em termos homólogos, evidenciando um abrandamento expressivo face ao crescimento de 6,9% registado em maio.
O saldo dos empréstimos concedidos às famílias e às instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias (ISFLSF) para consumo e outros fins aumentou 7,7%, abaixo dos 8,7% observados no mês anterior. Por sua vez, os levantamentos e as compras efetuados através de terminais de pagamento automático (TPA), com cartões nacionais, cresceram 5,2%, desacelerando face aos 6,3% registados em maio.
No que respeita às vendas de automóveis ligeiros de passageiros, registou-se uma diminuição homóloga de 7,9%, invertendo o crescimento de 9,4% observado no mês precedente.
Investimento
Em junho de 2026, os indicadores de investimento apresentaram um comportamento heterogéneo, com a generalidade dos indicadores a registar uma evolução favorável.
As vendas de automóveis ligeiros de mercadorias diminuíram 9,6%, contrariando o crescimento de 10,3% observado em maio. Por sua vez, o saldo dos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras diminuiu 1,4%, atenuando a redução observada no mês anterior (-2,5%).
A comercialização de cimento diminuiu 2,7%, acentuando a redução de 1,6% registada em maio. Em sentido contrário, o saldo dos empréstimos à habitação concedidos às famílias e às ISFLSF aumentou 9,5%, ligeiramente acima dos 9,3% observados no mês anterior.
A avaliação bancária da habitação cresceu 19,1%, acelerando face ao aumento de 18,3% registado em maio.
Relativamente ao número de edifícios licenciados, observou-se um crescimento homólogo de 25,2%, superior ao verificado no mês anterior (21,2%).
Procura Externa
Em junho de 2026, as exportações regionais de bens diminuíram 9,8%, acentuando a contração observada no mês anterior (-6,8%). Por seu turno, as importações de bens aumentaram 6,1%, mantendo uma evolução positiva, embora com uma desaceleração significativa face ao crescimento de 23,8% registado em maio.
O movimento de mercadorias nos portos da Região manteve uma evolução positiva, registando um crescimento de 4,2%, embora inferior ao observado no mês anterior (6,0%).
No transporte aéreo, o tráfego de passageiros nos aeroportos regionais aumentou 2,4%, desacelerando face aos 3,4% registados em maio.
No que se refere aos levantamentos e às compras efetuados através de terminais de pagamento automático (TPA), com cartões internacionais, registou-se um crescimento de 3,7%, ligeiramente superior ao observado no mês anterior (3,4%).
Mercado de Trabalho
Em junho de 2026, o número de desempregados inscritos diminuiu 11,0%, acentuando significativamente a redução observada no mês anterior (-5,2%).
Os pedidos de emprego registaram uma diminuição de 10,5%, traduzindo igualmente uma redução mais expressiva do que a registada em maio (-4,5%).
Por sua vez, as ofertas de emprego recuaram 15,7%, aprofundando a quebra de 5,9% observada no mês precedente.
Preços
A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) aumentou para 5,0% em junho de 2026, após os 4,6% registados no mês anterior.
A inflação nos bens acelerou para 3,0% (2,7% em maio), enquanto a dos serviços aumentou para 7,3% (6,7% no mês anterior).
A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, subiu para 4,4%, após os 3,7% observados em maio.
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