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Para o 1.º trimestre de 2026
DREM divulga informação sobre o preço mediano dos alojamentos familiares na RAM
O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje a informação sobre o preço mediano dos alojamentos familiares, relativa ao 1.º trimestre de 2026. Esta nota divide-se em duas partes, uma com a análise dos resultados do trimestre em referência, tendo em conta apenas os três meses do trimestre, e, outra, com a informação dos últimos doze meses.
De referir ainda que se divulgam os resultados referentes ao número de transações de alojamentos familiares, com dados disponíveis desde o 4.º trimestre de 2019.
Importa ainda relembrar que esta informação é produzida a partir de dados administrativos fiscais do Imposto Municipal por Transmissões Onerosas (IMT) e do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), fornecidos mensalmente pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) ao INE, com base num protocolo de colaboração estabelecido entre estes dois organismos.
Preço mediano dos alojamentos familiares nos últimos três meses, na RAM, cresceu em termos homólogos, mas abaixo do observado no País
No 1.º trimestre de 2026 (últimos 3 meses), o preço mediano de alojamentos familiares na RAM foi de 2 863 euros/m2, posicionando-se substancialmente acima do valor nacional (2 337 euros/m2). No conjunto das atuais nove regiões NUTS II, apenas a Grande Lisboa (3 836 euros/m2), o Algarve (3 352 euros/m2) e a Península de Setúbal (2 996 euros/m2) superaram o valor da RAM. O Alentejo (1 170 euros/m2) foi a região que apresentou o valor mais baixo.
Enquanto no 4.º trimestre de 2025 a taxa de variação homóloga do valor mediano das vendas de alojamentos familiares por m2 foi de -8,3%, no 1.º trimestre de 2026 observou‑se, em sentido inverso, um aumento de 13,7%, valor abaixo do registado no País (+19,8%). Em relação ao trimestre anterior, a RAM registou um aumento de 7,8%, valor superior ao observado no conjunto do País, que se fixou em 6,3%.
Considerando os municípios com mais de 100 mil habitantes, o Funchal registou um preço mediano de 3 601 euros/m2, superior ao da RAM (2 863 euros/m2), apresentando um acréscimo homólogo de 23,0%. Em relação ao trimestre anterior, verificou-se, porém, uma diminuição de 0,3%.
No 1.º trimestre de 2026, o valor mediano de alojamentos familiares transacionados na RAM envolvendo compradores com domicílio fiscal no Estrangeiro foi de 3 295 euros/m2, sendo que, no caso das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal em Território Nacional, este valor foi de 2 810 euros/m2. O preço mediano de alojamentos familiares adquiridos pelas Famílias foi de 2 961 euros/m2 e pelos compradores pertencentes aos restantes setores institucionais de 2 497 euros/m2.
Funchal ocupa o 9.º lugar dos municípios do País com valor mediano mais elevado
No 1.º trimestre de 2026 (últimos 12 meses), o preço mediano de alojamentos familiares na RAM foi de 2 578 euros/m2, valor acima do registado para o País (2 168 euros/m2). De referir que o valor da RAM apenas se situou abaixo da Grande Lisboa (3 598 €/m2), do Algarve (3 240 €/m2) e da Península de Setúbal (2 747 €/m2). Note-se ainda que, na RAM, o valor do segmento dos alojamentos novos (2 982 euros/m2) continuou a superar o valor dos alojamentos existentes (2 447 euros/m2), em 535 euros/m2. Refira-se que, no 1.º trimestre de 2026, a RAM registou o crescimento homólogo mais baixo entre as nove regiões NUTS II, com +3,5%, valor inferior à média nacional (+17,5%).
Neste período, o valor mediano de alojamentos familiares transacionados na RAM adquiridos por compradores com domicílio fiscal no Estrangeiro foi de 3 264 euros/m2, superior ao das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal em Território Nacional, que se fixou nos 2 510 euros/m2. O preço mediano de alojamentos familiares adquiridos pelas Famílias foi de 2 632 euros/m2 e pelos compradores pertencentes aos restantes setores institucionais de 2 321 euros/m2.

No município do Funchal, o preço mediano da habitação, no 1.º trimestre de 2026, situou-se nos 3 322 euros/m2. Este município e o de Santa Cruz (2 617 euros/m2) foram os únicos da RAM a registar valores acima da média regional.
No ranking nacional, o Funchal posicionou-se no 9.º lugar dos municípios com valor mediano mais elevado (14.º lugar no trimestre anterior e 7.º no trimestre homólogo). A lista continua a ser liderada por Lisboa (5 082 euros/m2), sendo as posições seguintes ocupadas por Cascais, Oeiras, Loulé e Lagos.
Para além do Funchal e de Santa Cruz, os municípios de Câmara de Lobos, de Machico e do Porto Santo, embora registando preços abaixo da média da RAM, destacaram-se, visto apresentarem valores de expressão considerável, acima dos 2 000 euros/m2 (2 500 euros/m2, 2 027 euros/m2 e 2 484 euros/m2, respetivamente). O valor mais baixo foi observado em São Vicente (1 331 euros/m2).
Nas freguesias do município do Funchal, sobressaem São Martinho (4 195 euros/m2) e Sé (3 851 euros/m2), uma vez que apresentam, no 1.º trimestre de 2026, valores significativos, acima dos 3 800 euros/m2. Estas duas freguesias são também as únicas a se posicionarem acima da média do município (3 322 euros/m2). Seguem-se, São Pedro (2 963 euros/m2), Santa Luzia (2 895 euros/m2) e Imaculado Coração de Maria, com 2 883 euros/m2.
Na freguesia do Caniço, o preço mediano de alojamentos familiares, no 1.º trimestre de 2026, ascendeu a 2 803 euros/m2, valor que excede o verificado para o conjunto do município de Santa Cruz (2 617 euros/m2) em 186 euros/m2.
No 1.º trimestre de 2026, na RAM, o preço mediano das vendas de alojamentos de tipologia T2 foi de 2 724 euros/m2, o mais elevado quando comparado com as restantes tipologias (T0 ou T1: 2 669 euros/m2; T3: 2 615 euros/m2; T4 ou superior: 1 829 euros/m2). No município do Funchal, todas as tipologias em análise apresentaram valores substancialmente superiores aos da Região, tendo os T0 ou T1 registado o valor mais alto (3 872 euros/m2).
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