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No 3.º trimestre de 2016

Crédito vencido das sociedades não financeiras com sede na RAM  desceu face ao trimestre anterior, enquanto o das famílias aumentou. Depósitos bancários cresceram

Segundo os dados do Banco de Portugal, no final do 3.º trimestre de 2016, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras era de 2,084 mil milhões de euros, menos 350 milhões de euros que no final de setembro de 2015 e menos 65 milhões que em junho de 2016. O montante de crédito malparado naquele sector situava-se, no período em referência, nos 447 milhões de euros (-8 milhões de euros que em junho passado). Não obstante esta diminuição, o rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras com sede na RAM aumentou 0,3 p.p. face ao trimestre precedente, fixando-se  nos 21,5% no final de setembro passado. Comparativamente ao  trimestre homólogo, verificou-se um incremento de 1,4 p.p.. A nível nacional, o rácio de crédito vencido manteve-se nos 16,5% no final do 3.º trimestre de 2016.

No sector das famílias assistiu-se a uma redução, em termos homólogos, no saldo dos empréstimos concedidos, da ordem dos 89 milhões de euros, cifrando-se o saldo dos empréstimos a este sector institucional, em setembro de 2016, nos 3,031 mil milhões de euros. Quando comparado o saldo do final do 3.º trimestre de 2016 com o do trimestre precedente observa-se que a queda foi mais ligeira (-0,6%, cerca de menos 18 milhões de euros). O rácio de crédito vencido no sector institucional das famílias manteve-se com tendência crescente, atingindo um novo máximo de 6,7%, tendo para o efeito contribuído exclusivamente o segmento de “consumo e outros fins”. O aumento do rácio de crédito vencido das famílias face ao trimestre anterior foi de 0,3 p.p. enquanto comparativamente a setembro de 2015, esse acréscimo foi de 0,9 p.p.. O montante de crédito malparado neste sector atingia em setembro de 2016 os 202 milhões de euros (mais 7 milhões de euros que em junho de 2016). O fenómeno do crédito malparado é mais acentuado no crédito para “consumo e outros fins” (18,9%) que no segmento da “habitação” (4,1%). A nível nacional, o rácio de crédito vencido nas famílias manteve-se nos 5,2%. Face ao país, os rácios de crédito vencido no segmento de “habitação” e no “consumo e outros fins” são superiores na RAM em 1,0 p.p. e 4,8 p.p., respetivamente.

monetaria3T2016PT 

No final do 3.º trimestre de 2016 estavam contabilizados cerca de 49,2 mil devedores com crédito à “habitação” e 85,2 mil com crédito para “consumo e outros fins”.

Por sua vez, os depósitos e equiparados nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de setembro de 2016, um volume de 4,9 mil milhões de euros, +1,0% que no trimestre anterior, em resultado do aumento nos valores depositados por sociedades não financeiras e particulares (excluindo emigrantes). Contudo, a comparação com  o 3.º trimestre de 2015 evidencia uma quebra no total de depósitos de 4,0%.

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