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Em 2025

Maiores obstáculos à conciliação da vida profissional com a vida familiar foram o horário de trabalho longo e a imprevisibilidade do horário ou horário atípico

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje os resultados do módulo regular do Inquérito ao Emprego - “Conciliação da vida profissional com a vida familiar” - relativos à Região Autónoma da Madeira (RAM).

O Inquérito ao Emprego tem por principal objetivo caraterizar a população residente face ao mercado de trabalho. É um inquérito trimestral, por amostragem, que integra anualmente módulos regulares com temas recolhidos a cada oito anos sobre assuntos que complementam a informação recolhida através do IE.

Em 2025, foi realizado o módulo “Conciliação da vida profissional com a vida familiar”, que teve por principais objetivos a obtenção de informação que permita avaliar em que medida as responsabilidades profissionais e as responsabilidades familiares se limitam mutuamente e conhecer as estratégias adotadas e os constrangimentos sentidos pelas pessoas nesse esforço de conciliação.

Entre os resultados apurados, destacam-se os seguintes:

  • A prestação de cuidados a filhos menores de 15 anos residentes no agregado familiar abrangia 23,1% da população entre os 18 e os 74 anos na Região e 22,6% no País;
  • A prestação de cuidados a netos menores de 15 anos, sem filhos dessa idade a cargo, apresentava uma menor incidência na Região (3,7%) do que a nível nacional (5,2%);
  • A utilização de serviços de acolhimento para assegurar cuidados regulares a filhos menores de 15 anos foi referida por 41,8% dos indivíduos entre os 18 e os 74 anos na RAM e por 51,6% em Portugal;
  • Entre os indivíduos que prestavam cuidados regulares a filhos menores de 15 anos e que não recorriam a serviços de acolhimento, 10,8% referiram que as crianças permaneciam sem supervisão direta, tomando conta de si próprias (11,8% no País);
  • Na Região, cerca de um em cada dez indivíduos entre os 18 e os 74 anos, prestava cuidados a familiares dependentes com 15 e mais anos, rácio superior ao observado a nível nacional (7,1%);
  • 30,9% da população indicou despender, em média, 30 ou mais horas por semana na prestação de cuidados a familiares dependentes com 15 e mais anos (28,0% no País);
  • O horário de trabalho longo e a imprevisibilidade do horário ou horário atípico, foram identificados como os principais obstáculos à conciliação da vida profissional com a vida familiar, referidos respetivamente, por 11,1% e 11,0% da população empregada dos 18 aos 74 anos com responsabilidades de prestação de cuidados regulares a filhos ou a netos menores de 15 anos e/ou a familiares dependentes com 15 e mais anos (11,8% em Portugal);
  • 21,7% da população empregada e não empregada com experiência profissional anterior, dos 18 e os 54 anos, que usufruíram de licenças parentais, interromperam a sua vida profissional por um período não superior a 1 mês (21,8% a nível nacional).

Vida Profissional familiar PT

Para mais informação aceda a:

 

Cooperação Estatística Internacional

MAC14 20

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Literacia Estatística

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