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No 1.º trimestre de 2018

Rácio de crédito vencido das famílias diminuiu enquanto o das sociedades não financeiras com sede na RAM aumentou face ao trimestre anterior. Depósitos bancários decresceram

Segundo os dados do Banco de Portugal, no final do 1.º trimestre de 2018, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras era de 1,700 mil milhões de euros, menos 131 milhões de euros que no final de março de 2017 e menos 6 milhões que no final de 2017. O montante de crédito malparado naquele sector situava-se, no período em referência, nos 314 milhões de euros (+6 milhões de euros que em dezembro passado). O rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras com sede na RAM aumentou 0,4 p.p. face ao trimestre precedente, fixando-se nos 18,4% no final de março passado. Comparativamente ao trimestre homólogo, verificou-se uma diferença de -0,3 p.p.. A nível nacional, o rácio de crédito vencido caiu para os 12,9% no final do 1.º trimestre de 2018 (-0,6 p.p. face a dezembro de 2017).

No sector das famílias assistiu-se a uma redução, em termos homólogos, no saldo dos empréstimos concedidos, da ordem dos 44 milhões de euros, cifrando-se o saldo dos empréstimos a este sector institucional, em março de 2017, nos 2,916 mil milhões de euros. Quando comparado o saldo do final do 1.º trimestre de 2018 com o do trimestre precedente observa-se que a queda foi mais ligeira (-0,1%, menos 4 milhões de euros). O rácio de crédito vencido no sector institucional das famílias fixou-se em 4,9%, menos 0,1 p.p. que no trimestre anterior. Comparativamente a março de 2017, esse decréscimo foi de 0,9 p.p.. O montante de crédito malparado neste sector atingia em março de 2018 os 144 milhões de euros (menos 1 milhão de euros que em dezembro de 2017). O fenómeno do crédito malparado é mais acentuado no crédito para “consumo e outros fins” (11,7%) que no segmento da “habitação” (3,3%). A nível nacional, o rácio de crédito vencido nas famílias manteve-se nos 4,2%. Face ao país, os rácios de crédito vencido no segmento de “habitação” e no “consumo e outros fins” são superiores na RAM em 0,4 p.p. e 2,5 p.p., respetivamente.

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No final do 1.º trimestre de 2018 estavam contabilizados na RAM cerca de 48,2 mil devedores com crédito à “habitação” e 86,5 mil com crédito para “consumo e outros fins”.

Por sua vez, os depósitos e equiparados nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de março de 2018, um volume de 4,5 mil milhões de euros, -34,7% que no trimestre anterior, em resultado da redução nos valores depositados por instituições financeiras não monetárias (-2,4 mil milhões de euros) e por emigrantes (-26 milhões de euros). Por sua vez, os depósitos de particulares registaram um aumento de 15 milhões de euros face a dezembro de 2017.

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