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No 2.º trimestre de 2022

Rácios de crédito vencido e saldo dos empréstimos concedidos aumentaram para as sociedades não financeiras e diminuíram para as famílias em termos homólogos

Segundo os dados disponibilizados pelo Banco de Portugal, no final do 2.º trimestre de 2022, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras (SNF) era de 2,0 mil milhões de euros, mais 43,6 milhões de euros que no final de junho de 2021 e menos 33,8 milhões que em março de 2022.

O rácio de crédito vencido deste tipo de sociedades aumentou 0,4 pontos percentuais (p.p.) face a junho de 2021, fixando-se nos 2,6% no final do período de referência, sendo que, comparativamente ao final do trimestre anterior, houve um incremento de 0,2 p.p.. A nível nacional, o rácio de crédito vencido cresceu 0,2 p.p. face ao trimestre anterior (março de 2022) e decresceu 0,5 p.p. em termos homólogos, não ultrapassando os 2,4% no final do 2.º trimestre de 2022. O montante de crédito malparado no âmbito das sociedades não financeiras, com sede na Região, situava-se, no período em referência, nos 52,9 milhões de euros (+4,1 milhões de euros que em março passado e -9,6 milhões de euros face a junho do ano anterior).

A percentagem de devedores do sector das SNF com empréstimos vencidos, no final de junho de 2022, era de 14,7%, o que significa que este indicador se mantém abaixo da média nacional (15,1% no mesmo período) desde julho de 2020. 

No sector das famílias e das Instituições sem Fins Lucrativos ao Serviço das Famílias (ISFLSF) assistiu-se a uma diminuição de 162,1 milhões de euros em termos homólogos no saldo dos empréstimos concedidos, cifrando-se este nos 3,0 mil milhões de euros, no final do 2.º trimestre de 2022. Quando comparado o saldo com o do trimestre precedente observa-se igualmente uma descida, de cerca de 207,1 milhões de euros. Se se detalhar a análise, verifica-se que 72,7% daquele saldo era referente ao segmento da habitação e os 27,3% restantes, ao consumo e outros fins.

Relativamente aos empréstimos vencidos no segmento da habitação, os mesmos não ultrapassavam os 11,2 milhões de euros, representando um rácio de empréstimos vencidos de 0,5%, mantendo-se, deste modo, o mínimo histórico face à serie disponível, que se inicia em março de 2009. Esta percentagem está ligeiramente acima do valor nacional (0,4%). Entre junho de 2021 e junho de 2022, o rácio de empréstimos vencidos da habitação reduziu-se em 0,2 p.p. na Região.

O número de devedores do sector institucional famílias e ISFLSF cresceu face ao trimestre anterior para os 100,7 mil, sendo que estavam contabilizados, no final do 2.º trimestre de 2022, cerca de 44,4 mil devedores com crédito à habitação e 84,0 mil com crédito para consumo e outros fins.

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