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No 3º trimestre de 2013

Saldos dos empréstimos e depósitos mantêm tendência decrescente; rácios de crédito vencido aumentaram ligeiramente

Segundo os dados do Banco de Portugal, no final do 3º trimestre de 2013, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras com sede na RAM rondava os 4,6 mil milhões de euros, menos 229 milhões de euros que no final de junho de 2013. A redução face ao trimestre homólogo do ano anterior foi de 9,5%. Por sua vez, o rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras atingiu os 14,3% no final do 3º trimestre de 2013. O montante de crédito vencido no âmbito das sociedades não financeiras rondava assim os 665 milhões de euros, menos 18 milhões que no trimestre anterior. Em termos do rácio de crédito vencido, constata-se também um diferencial face ao valor nacional na ordem dos 1,6 pontos percentuais (p.p.), continuando a se manifestar a tendência dos trimestres anteriores de 2013 para redução daquele diferencial. Comparativamente a junho de 2013, o rácio de crédito vencido na RAM naquele sector institucional cresceu apenas 0,3 p.p. (o menor aumento desde o 1º trimestre de 2011), enquanto no país o acréscimo foi de 0,8 p.p..

No sector das famílias o saldo do volume de empréstimos concedidos atingiu no fim do mês em referência os 3,4 mil milhões de euros, assistindo-se igualmente a uma diminuição do referido saldo em 49 milhões de euros face ao final de junho de 2013. Quando comparamos o 3º trimestre de 2013 com o período homólogo do ano anterior observamos que a queda foi de 6,1%. O rácio de crédito vencido no sector das famílias também se mantém com tendência crescente, atingindo no final de setembro de 2013 os 4,9% (o que se traduz em cerca de 166 milhões de euros, mais 4 milhões que no trimestre anterior). Esta percentagem é superior em 0,7 p.p. à registada em setembro de 2012 e em 0,2 p.p. se comparada com o trimestre anterior. O fenómeno do crédito malparado é mais acentuado no crédito para consumo e outros fins (16,3%) do que no segmento da habitação (2,4%) e foi efetivamente aquele segmento o responsável pelo agravamento do rácio de crédito vencido no sector das famílias face ao trimestre anterior, com um aumento de 1,1 p.p., enquanto no segmento do crédito à habitação não se observou qualquer variação face a junho de 2013.

Comparativamente ao país, o rácio de crédito vencido no segmento de habitação é idêntico ao do país, tendo-se agravado o diferencial no segmento “consumo e outros fins” para 3,5 p.p. (era de 2,6 p.p. no trimestre anterior).

Quanto ao número de devedores do sector institucional famílias, a tendência é de decréscimo em ambos os tipos de crédito (habitação e consumo). No 3º trimestre de 2013 estavam contabilizados 50,7 mil devedores com crédito à habitação e 88 mil com crédito para consumo e outros fins. As diferenças para o trimestre anterior são de -221 e -931 devedores, respetivamente.

Por sua vez, os depósitos e equiparados nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de setembro de 2013, um volume de 5,5 mil milhões de euros, menos 146 milhões de euros que no final de junho. A redução registou-se em todos os tipos de beneficiários, com a exceção das sociedades não financeiras.

As poupanças dos particulares (excluindo emigrantes) rondavam no fim do 3º trimestre de 2013 os 2,9 mil milhões de euros, enquanto os depósitos de emigrantes atingiram à mesma data os 818 milhões de euros.

 

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