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64% das empresas mantinham-se em produção na semana de 13 a 17 de abril

A Direção Regional de Estatística da Madeira divulga hoje os resultados da 2ª semana de inquirição (13 a 17 de abril) do COVID-IREE – Inquérito Rápido e Excecional às Empresas, operação estatística criada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal (BdP) para avaliar os efeitos da pandemia COVID-19 no tecido empresarial nacional.

Na RAM, a coordenação da recolha de informação esteve a cargo da Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), sendo que a taxa de resposta global na referida semana foi de 90%, representando 97% do pessoal ao serviço (NPS) e do volume de negócios (VNN) das empresas da amostra. Estas percentagens foram substancialmente superiores às verificadas no conjunto do país (66% na taxa de resposta global, representando 69% do NPS e 77% do VVN da amostra), pelo que a DREM agradece a colaboração dos empresários madeirenses, solicitando que continuem a responder semanalmente ao COVID-IREE enquanto este permanecer ativo.

Note-se que o inquérito na sua génese teve como objetivo apurar dados para o país, não estando desenhado para apuramentos ao nível de Região, sendo que a informação apresentada para a RAM corresponde aos dados das respostas obtidas, sem qualquer extrapolação. Por essa razão também, o conjunto de informação divulgada é reduzido, mormente quando comparado com a informação hoje disponibilizada para o país, pelo INE.

As principais conclusões relativas às empresas respondentes confirmam os resultados apresentados na semana anterior e são as seguintes:

 

    • 64% das empresas mantinham-se em produção ou em funcionamento e 33% temporariamente encerradas. A nível nacional, estas percentagens foram de 82% e 16%, respetivamente;
    • 23% das empresas diversificaram ou modificaram a atividade e 24% alteraram ou reforçaram os canais de distribuição, de forma total ou parcial, em resultado da pandemia;
    • 88% das empresas referiram que a pandemia conduziu a uma diminuição no volume de negócios e 10% assinalaram não existir impacto. No país, estas percentagem foram de 80% e 16%, respetivamente;
    • 51% das empresas declararam uma redução superior a 50% no volume de negócios e 35% uma redução entre 10% e 50%. A nível nacional apenas 39% das empresas reportaram uma redução superior a 50% do volume de negócios;
    • As restrições no contexto do estado de emergência e a ausência de encomendas/clientes foram, por esta ordem, os motivos principais para a diminuição do volume de negócios;
    • 70% das empresas respondentes reportaram reduções no pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar, enquanto 30% informaram não ter havido impacto, sendo que no país estas percentagens foram de 60% e 40%, respetivamente;
    • 40% declararam uma redução superior a 50% no número de funcionários efetivamente a trabalhar e 19% apontaram para reduções entre 10% e 50%. A nível nacional apenas 25% reportaram uma redução acima de 50%;
    • Em 58% das empresas respondentes (52% na semana anterior), o layoff simplificado foi apontado como a principal razão para a redução do número de funcionários efetivamente a trabalhar, sendo que para 24% das empresas respondentes as faltas no âmbito do estado de emergência, por doença ou apoio à família foram a principal causa para a redução;
    • 46% das empresas já beneficiaram ou planeiam beneficiar da moratória de créditos, 62% do acesso a novos créditos, enquanto a suspensão do pagamento de obrigações fiscais e contributivo está nos planos de 54% das empresas;
    • 53% das empresas consideram inviável manterem-se em atividade por mais de 2 meses sem medidas adicionais de apoio à liquidez, percentagem superior à do país (48%);
    • 18% das empresas em funcionamento ou temporariamente encerradas aumentaram o recurso ao crédito na semana anterior à de referência do inquérito, sendo que na maioria dos casos, os novos créditos apresentaram condições semelhantes às anteriormente praticadas;
    • 92% das empresas mantiveram os preços praticados, enquanto 8% declararam ter reduzido os preços.

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