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[NOTA PRÉVIA: No que se refere à divulgação mensal do ano de referência de 2025, a DREM acompanha o Instituto Nacional de Estatística (INE) na divulgação simultânea do conjunto global de variáveis do alojamento turístico, que passa a ser realizada no final do mês n+1. Enquanto, para 2024, essa divulgação já ocorria nesse prazo para hóspedes e dormidas, a publicação de resultados para as taxas de ocupação e para os indicadores de rendimento era realizada apenas ao final de 45 dias após o período de referência. Agora passa a existir apenas um momento único de divulgação para cada mês, com os dados a terem natureza preliminar. Por outro lado, mantém-se, contudo, por parte da DREM, a divulgação de um agregado que compreende a hotelaria, o turismo no espaço rural e todo o alojamento local, independentemente do número de camas. Por sua vez, o INE, na sua divulgação, exclui o alojamento local com menos de 10 camas, pelo que nesta notícia, no Em Foco e nos quadros publicados pela DREM, é mencionado um total geral superior ao do INE, no que respeita a hóspedes e dormidas. Para as variáveis taxas de ocupação, quartos, proveitos e custos com o pessoal, os valores são coincidentes com os do INE pelo facto do seu apuramento excluir o alojamento local abaixo das 10 camas.]
Em maio de 2025
Dormidas no alojamento turístico da Região Autónoma da cresceram 7,8% em termos homólogos, com a quota do alojamento local a superar os 30%
Na Região Autónoma da Madeira (RAM), o alojamento turístico registou, no mês de maio de 2025, a entrada de 235,7 mil hóspedes, os quais geraram 1 152,7 mil dormidas, traduzindo variações homólogas positivas de 8,4% e 7,8%, respetivamente. O segmento da hotelaria concentrou 67,0% das dormidas de maio de 2025 (771,8 mil), crescendo 3,3% em termos homólogos, enquanto o alojamento local (30,6% do total) e o turismo no espaço rural (2,4% do total) subiram 19,3% e 6,8%, pela mesma ordem.
Para efeitos de comparabilidade com os dados divulgados pelo INE, é necessário excluir o alojamento local com menos de 10 camas, sendo que, segundo esta lógica de apuramento de resultados, as dormidas do alojamento turístico registaram um crescimento de 3,3% relativamente a maio de 2024, variação superior à verificada a nível nacional (+1,3%).
Em maio de 2025, os maiores aumentos nas dormidas ocorreram no Norte (+6,6%) e no Centro (+5,6%). As regiões do Algarve e da Grande Lisboa apresentaram decréscimos (-3,1% e -0,7%, respetivamente). O Algarve concentrou 25,8% do total de dormidas, seguindo-se a Grande Lisboa (24,1%).
A taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região, no mês em referência, foi de 72,3%, +0,6 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no mês homólogo (71,7%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 82,6% (81,7% em maio de 2024).
No mês de maio de 2025, a estada média no conjunto do alojamento turístico fixou-se em 4,44 noites (4,48 noites em maio de 2024). Os valores mais elevados continuam a ser observados na hotelaria (4,56 noites) e no alojamento local (4,28 noites), seguidos pelo turismo no espaço local, que apresenta a estada média mais baixa, com 3,48 noites.
Nos primeiros cinco meses de 2025, os hóspedes entrados no total do alojamento turístico da Região totalizaram 934,1 mil, o que representa um crescimento de 7,8% face ao período homólogo. Também as dormidas registaram um acréscimo, aumentando 8,3% em comparação com o mesmo período de 2024, ultrapassando os 4,8 milhões.
De realçar que os 10 principais mercados emissores representaram 82,9% do total das dormidas registadas em maio de 2025. Destacaram-se, com um peso superior, a Alemanha (18,3% do total; -4,5% que em maio de 2024) e Portugal (17,4% do total; +45,7%), que ocupou, novamente, a 2.ª posição neste ranking, ultrapassando o Reino Unido. Importa salientar que estes resultados poderão ter sido influenciados pelo efeito da Festa da Flor, celebrada em maio, a qual contribui para a atração de um elevado número de hóspedes nacionais. O mercado britânico concentrou 15,8% do total de dormidas, registando um aumento de 1,0% face a maio de 2024. Na quarta posição, em termos de peso relativo no total de dormidas, encontra-se o mercado francês (10,0% do total; -10,1%), seguido pelo mercado polaco (5,8% do total; +20,8%).
Em termos acumulados, de janeiro a maio de 2025, os dois principais mercados emissores registaram variações homólogas nas dormidas em sentidos opostos: o mercado alemão registou um aumento de 1,0%, enquanto o mercado britânico apresentou uma quebra de 1,5%. Já o mercado de residentes em Portugal (terceiro principal mercado) apresentou uma variação positiva, mais significativa, de 35,2%, para o referido período.
Em maio de 2025, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram crescimentos homólogos de 21,1% e 21,3%, respetivamente, fixando-se, pela mesma ordem, em 85,2 milhões de euros e 61,1 milhões de euros. No total do País, no mesmo mês, os proveitos totais também registaram uma variação homóloga positiva (+8,7%), tal como os proveitos de aposento, que evidenciaram um crescimento de 8,9%.
Em termos acumulados, as variações, na Região, foram de +21,0% e +22,7%, respetivamente, totalizando, de janeiro a maio de 2025, os 322,0 milhões de euros, no caso dos proveitos totais, e os 230,3 milhões de euros, no que se refere aos proveitos de aposento.
No mês de maio de 2025, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) rondou os 108,13 euros no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local abaixo das 10 camas), +18,5% que no mesmo mês do ano precedente. Por sua vez, o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) no alojamento turístico passou de 111,74€, em maio de 2024, para 130,89€, em maio de 2025 (+17,1% de variação homóloga).
De janeiro a maio de 2025, o RevPAR no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) situou-se nos 86,11 euros, representando um aumento de 21,0% face ao período homólogo. No sector da hotelaria, o RevPAR foi de 92,23 euros, correspondendo a uma subida de 22,1%. Quanto ao ADR, os valores foram superiores, fixando-se nos 114,62 euros no conjunto do alojamento turístico (+17,4% em relação ao período homólogo) e nos 117,86 euros na hotelaria (+17,8%).

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