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[NOTA PRÉVIA: Nesta edição, são disponibilizados os dados do 2.º trimestre de 2026, relativos à Região Autónoma da Madeira (RAM). De notar que se mantém, contudo, por parte da DREM, a divulgação de um agregado que compreende a hotelaria, o turismo no espaço rural e todo o alojamento local, independentemente do número de camas. Por sua vez, o INE, na sua divulgação, exclui o alojamento local com menos de 10 camas, pelo que nesta notícia, no Em Foco e nos quadros publicados pela DREM, é mencionado um total geral superior ao do INE, no que respeita a hóspedes e dormidas. Para as variáveis taxas de ocupação, quartos e proveitos, os valores são coincidentes com os do INE pelo facto do seu apuramento excluir o alojamento local com menos de 10 camas.]
No 2.º trimestre de 2026
Dormidas dos residentes nacionais no alojamento turístico da RAM aumentaram 12,3% em termos homólogos
Síntese
No 2.º trimestre de 2026, o conjunto dos meios de alojamento (alojamento turístico, colónias de férias e pousadas da juventude) da RAM registou a entrada de 721,2 mil hóspedes e cerca de 3,5 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos de 4,9% e de 1,8%, respetivamente, face ao trimestre homólogo.
A estada média na globalidade do alojamento turístico fixou-se em 4,37 noites, no 2.º trimestre de 2026, traduzindo uma diminuição de 3,2% em comparação com o 2.º trimestre de 2025 (4,51 noites). Esta variação ficou a dever-se, sobretudo, à redução registada no mercado estrangeiro, cuja estada média se situou em 4,59 noites (-3,5% face ao trimestre homólogo).
Por sua vez, as colónias de férias e pousadas da juventude registaram 2 660 hóspedes entrados (0,4% do total; -32,8% relativamente ao trimestre homólogo), tendo gerado 8 716 dormidas (0,3%; -22,6%) e uma estada média de 3,11 noites (+12,0% face ao 2.º trimestre de 2025).
Alojamento turístico
O alojamento turístico registou, no 2.º trimestre de 2026, a entrada de 718,6 mil hóspedes, os quais geraram cerca de 3,5 milhões de dormidas, traduzindo variações homólogas positivas de 5,1% e de 1,9%, respetivamente. De sublinhar que, excluindo o alojamento local com menos de 10 camas, as dormidas no alojamento turístico diminuíram 1,8% relativamente ao 2.º trimestre de 2025, variação contrária à registada a nível nacional (+1,2%).
Neste trimestre, o segmento da hotelaria concentrou 64,5% do total de dormidas (cerca de 2,2 milhões), registando um decréscimo homólogo de 1,8%. O alojamento local representava 33,3% do total, tendo aumentado 10,5%, enquanto o turismo no espaço rural, com uma quota de 2,2%, recuou 5,8%. Analisando por categoria dos estabelecimentos, os maiores incrementos foram observados nos apartamentos turísticos (+9,2%) e nos hotéis de 5 estrelas (+8,3%).
No trimestre em referência, a estada média no conjunto do alojamento turístico diminuiu face ao trimestre homólogo (4,52 noites), fixando-se nas 4,37 noites. Os valores mais elevados continuam a ser observados na hotelaria (4,41 noites) e no alojamento local (4,39 noites), enquanto o turismo no espaço rural apresenta a estada mais baixa (3,39 noites). No segmento da hotelaria, destacam-se os hotéis-apartamentos de 5 estrelas, com a estada média mais alta, situando-se nas 5,92 noites, no período de referência (-1,3% face ao 2.º trimestre de 2025), seguida dos aldeamentos turísticos, com 5,54 noites (+0,3% face ao período homólogo).
A RAM registou, no 2.º trimestre de 2026, no conjunto dos mercados externos (residentes no estrangeiro), a entrada de 558,1 mil hóspedes, que originaram mais de 2,8 milhões de dormidas. Estes resultados correspondem a um aumento de 3,2% no número de hóspedes entrados e a um ligeiro decréscimo de 0,2% nas dormidas, face ao mesmo período de 2025.
Neste trimestre, entre as nove regiões NUTS II, a dependência dos mercados externos, medida pela proporção de dormidas de não residentes, foi mais elevada na Grande Lisboa (82,5% do total), seguida da RAM (82,1%) e do Algarve (81,6%). Em contraste, o Centro e o Alentejo apresentaram a menor dependência dos mercados externos (32,6% e 34,6%, respetivamente).
Neste período, entre os cinco principais mercados estrangeiros emissores, destacam-se, em termos de dormidas, os mercados alemão (18,8% do total; +1,4 % face ao mesmo período de 2025), britânico (14,1%; -8,8%), francês (9,7%; +2,3%), polaco (5,8%; -2,5%) e neerlandês (5,7%; +9,5%). Por sua vez, o mercado de residentes em Portugal (18,0% do total) apresentou um crescimento homólogo de 12,3%. Em conjunto, estes seis principais mercados concentraram a grande maioria das dormidas (72,1%) registadas na RAM durante o período em análise.
Ao nível municipal, a Ponta do Sol destacou-se como o município com maior dependência dos mercados externos (residentes no estrangeiro), que representaram 90,1% do total de dormidas registadas no 2.º trimestre de 2026 neste município. Seguiram-se os municípios de Santa Cruz (89,3%), Câmara de Lobos e Machico (ambos com 89,1%). Em sentido contrário, no Porto Santo, o mercado nacional assumiu uma posição predominante, representando 70,5% do total de dormidas, enquanto os mercados externos foram responsáveis por apenas 29,5% do total de dormidas registadas neste município no período em análise.
O município do Funchal destacou-se por concentrar 56,5% do total de dormidas registadas na Região, correspondendo a cerca de 2,0 milhões de dormidas no 2.º trimestre de 2026. Este resultado traduz-se num crescimento homólogo de 0,2%. Neste município, as dormidas de residentes em Portugal aumentaram 8,8% face ao mesmo período de 2025, enquanto as dos residentes no estrangeiro registaram um decréscimo de 1,4%.
Santa Cruz foi o segundo município da RAM com maior volume de dormidas, representando 11,3% do total regional e cerca de 393,3 mil dormidas no 2.º trimestre de 2026. Comparativamente ao mesmo período do ano anterior, registou um aumento de 0,4%, sustentado pelo crescimento de 0,2% das dormidas de residentes no estrangeiro e de 2,6% das dormidas de residentes em Portugal.
Entre os onze municípios da Região, a Ribeira Brava sobressaiu pelo crescimento de 19,5% nas dormidas registadas no 2.º trimestre de 2026, face ao período homólogo. Este resultado foi impulsionado pelo aumento de 80,6% das dormidas de residentes em Portugal e de 10,4% das dormidas de residentes no estrangeiro.
No trimestre em análise, a taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região foi de 67,5%, correspondendo a um decréscimo de 5,3 pontos percentuais (p.p.) face ao mesmo período de 2025 (72,8%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto situou-se nos 78,9%, valor inferior aos 83,1% registados no 2.º trimestre de 2025.
De abril a junho de 2026, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram variações homólogas de +6,6% e +6,5%, totalizando 255,2 milhões de euros e 184,1 milhões de euros, respetivamente.
A evolução das dormidas evidencia uma trajetória de abrandamento após um período de forte recuperação da atividade turística. No 1.º trimestre de 2023, registou‑se um crescimento homólogo excecionalmente elevado (+48,3%), refletindo o efeito da retoma do setor. A partir do 2.º trimestre de 2023, observou-se uma progressiva normalização do ritmo de crescimento, com variações homólogas mais moderadas, mas relativamente estáveis, situadas entre 5,7% e 10,0% até ao final de 2024. Em 2025, as taxas de crescimento mantiveram‑se próximas do limite superior deste intervalo nos 2.º e 3.º trimestres (+9,8% e +9,9%, respetivamente). Contudo, a partir do 4.º trimestre de 2025, verificou‑se uma desaceleração da atividade, culminando num crescimento homólogo de 1,9% no 2.º trimestre de 2026.
No 2.º trimestre de 2026, o RevPAR (rendimento médio por quarto disponível) do conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) fixou-se em 108,47 euros, traduzindo um aumento de 3,2% face ao período homólogo. Este foi o segundo valor mais elevado entre as nove regiões NUTS II, apenas superado pela Grande Lisboa (124,1 euros). No setor da hotelaria, o RevPAR atingiu os 117,03 euros (+4,0% de variação homóloga). Quanto ao ADR (rendimento médio por quarto ocupado), os valores foram mais elevados, totalizando os 137,51 euros no conjunto do alojamento turístico (+8,7% face ao período homólogo) e os 143,73 euros na hotelaria (+9,7%).
Os valores mais elevados do RevPAR e do ADR registaram-se na categoria dos hotéis de 5 estrelas, com 162,78 euros (+1,5% face ao 2.º trimestre de 2025) e 208,30 euros (+8,6%), respetivamente. Na segunda posição, destacam-se as pousadas e quintas da Madeira, com um RevPAR de 151,31 euros (-5,2% face ao 2.º trimestre de 2025) e um ADR de 185,98 euros (-1,9%).

Voltas realizadas nos campos de golfe da Região aumentaram no 2.º trimestre de 2026
O Inquérito aos Campos de Golfe indica a realização de 19,5 mil voltas nos três campos de golfe da RAM, no período de abril a junho de 2026, traduzindo-se num ligeiro aumento homólogo de 0,8%. Esta atividade gerou cerca de 1,1 milhões de euros de receitas (+5,8% face ao 2.º trimestre de 2025).
Do total de voltas realizadas, 71,3% foram de não sócios (73,7% no 2.º trimestre de 2025). Quanto ao país de residência habitual dos jogadores, 35,3% das voltas foram realizadas por residentes nos Países Nórdicos, 32,2% por residentes em Portugal, 8,9% por residentes no Reino Unido e 8,4% por residentes na Alemanha.
Passageiros em trânsito nos navios de cruzeiro que visitaram a RAM cresceram no 2.º trimestre de 2026
De acordo com os dados fornecidos pela Administração dos Portos da RAM, no 2.º trimestre de 2026, foram contabilizados 119,1 mil passageiros em trânsito, nos 70 navios de cruzeiro que atracaram nos portos da RAM. Comparativamente ao mesmo período do ano anterior, realizaram-se mais 4 escalas, tendo o número de passageiros em trânsito aumentado 5,4%.
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