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[NOTA PRÉVIA: Na sequência da pandemia COVID-19 e das medidas decretadas pelas autoridades competentes, o INE decidiu, entre a primeira quinzena de março de 2020 e o fim do 2.º trimestre de 2022, suspender o modo de recolha presencial da informação do Inquérito ao Emprego, substituindo-o, exclusivamente, pelo modo de entrevista telefónica. Esta suspensão teve impacto nas taxas de resposta e no perfil dos respondentes, facto que levou o INE a aumentar a dimensão da amostra trimestral deste inquérito, restringindo, simultaneamente, a base de amostragem às unidades de alojamento em que era possível este modo de recolha. Adicionalmente, disponibilizou nos seus Destaques indicadores suplementares de acompanhamento da evolução do mercado de trabalho, alertando sempre que os impactos das medidas de contenção da pandemia COVID-19 podiam interferir com a normal evolução ou interpretação das estimativas divulgadas.
Com a retoma do modo de recolha misto do 3.º trimestre de 2022 em diante, por via da reintrodução das entrevistas presenciais, assistiu-se a uma reversão gradual das taxas de resposta aos níveis observados pré-pandemia e a variações homólogas diferentes das esperadas em alguns indicadores, como apresentado em detalhe na “Nota metodológica do Inquérito ao Emprego: o contexto da pandemia COVID-19”, publicada pelo INE em 19 de maio de 2023.
O INE retomou então a análise de impacto da adoção de um modo de recolha exclusivamente telefónica e, na sequência dos seus resultados, reviu as estimativas do 2.º trimestre de 2020 ao 2.º trimestre de 2023 através da incorporação da variável “nível de escolaridade completo” no processo de calibragem dos ponderadores individuais, em complemento à informação habitualmente usada (estimativas mensais da população residente por sexo, grupo etário e região). A estimação dos resultados relativos ao 3.º trimestre de 2023, o último trimestre afetado pela suspensão do modo de recolha presencial, foi realizada de forma análoga.
Para mais informações sobre o contexto, metodologia e impactos desta revisão, consulte a “Nota metodológica sobre a revisão dos dados do Inquérito ao Emprego: o contexto da pandemia COVID-19”, publicada juntamente com a publicação "Estatísticas do Emprego da Região Autónoma da Madeira - 3.º trimestre de 2023"]
No 3.º trimestre de 2023
Taxa de desemprego na RAM foi de 4,8%
Os resultados do Inquérito ao Emprego relativos ao 3.º trimestre de 2023 indicam uma taxa de desemprego na Região Autónoma da Madeira (RAM) estimada em 4,8%, valor inferior em 1,4 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior e ao trimestre homólogo.
A estimativa da população desempregada, apurada em 6,7 mil pessoas, diminuiu 19,1% face ao trimestre homólogo (cerca de 1,6 mil pessoas) e 21,6% comparativamente ao trimestre anterior (cerca de 1,9 mil pessoas).
A população empregada fixou-se num novo máximo de cerca de 132,2 mil pessoas, aumentando 4,8% em termos homólogos (6,1 mil pessoas) e 1,7% em relação ao trimestre precedente (2,2 mil). Da população empregada, 15,5 mil pessoas trabalharam a partir de casa (13,7% das mulheres empregadas e 9,7% dos homens empregados).
A taxa de atividade das pessoas em idade ativa (16 aos 89 anos), no 3.º trimestre de 2023, foi estimada em 63,0%, valor superior ao trimestre homólogo em 1,3 p.p., sendo a variação idêntica se estabelecida a comparação com o trimestre precedente. A taxa de atividade nas mulheres foi de 57,9%, sendo inferior à dos homens (69,0%) em 11,1 p.p..
A população inativa, estimada em 116,1 mil pessoas, diminuiu 2,0% face ao trimestre homólogo e 0,1% face ao trimestre anterior.
Em Portugal, a taxa de desemprego no trimestre em análise manteve-se igual à do trimestre anterior (6,1%) mas foi superior em 0,1 p.p. comparativamente ao trimestre homólogo.
No trimestre em referência, o Norte (6,7%) e a Área Metropolitana de Lisboa (6,6%) apresentaram as taxas de desemprego mais elevadas, estando no polo oposto a RAM, o Algarve (ambas com 4,8%) e o Centro (5,0%), com os valores mais baixos, enquanto o Alentejo e a Região Autónoma dos Açores (RAA) ocupam uma posição intermédia (5,9% e 6,0%, respetivamente).
A taxa de desemprego diminuiu em termos trimestrais na RAM (-1,4 p.p.), na RAA (-0,6 p.p.), na Área Metropolitana de Lisboa (-0,5 p.p.) e no Algarve (-0,2 p.p.). As restantes regiões registaram aumentos trimestrais.
Em termos homólogos, a taxa de desemprego diminuiu na RAM (-1,4 p.p.) e na Área Metropolitana de Lisboa (-1,2 p.p.). Nas restantes regiões NUTS II, o sentido foi inverso, com o Alentejo a registar o maior aumento (+1,5 p.p.), seguido pelo Norte (+0,8 p.p.) e pelo Centro (+0,5 p.p.). A RAA manteve uma taxa idêntica à do 3.º trimestre de 2022.

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