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DREM divulga estatísticas de rendimento para o ano de 2019 baseadas na declaração de IRS

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) dá continuidade à publicação com periodicidade anual de um conjunto de informação com base em dados fiscais anonimizados da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) relativos à Nota de liquidação do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS – Modelo 3), obtidos ao abrigo de um protocolo celebrado entre o Instituto Nacional de Estatística (INE) e a AT. Estes dados dizem respeito ao ano de 2019 e estão desagregados por município.

Neste estudo são divulgados diversos indicadores relacionados com o rendimento bruto declarado (per se ou excluindo o IRS liquidado), por agregado fiscal ou sujeito passivo e também algumas variáveis que permitem avaliar a desigualdade da distribuição (rácio P80/P20 e coeficiente de Gini).

Valor mediano do rendimento bruto declarado deduzido do IRS liquidado por sujeito passivo na Região e no País é semelhante

No ano de 2019, foram contabilizados na Região 116 044 agregados fiscais e 160 111 sujeitos passivos. Ambas as variáveis apresentam crescimentos de 2,6% e 1,8%, respetivamente, face a 2018. No país, as variações foram de 2,0% e 1,3%, respetivamente.

No mesmo ano, o rendimento bruto total declarado pelos agregados fiscais deduzido do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares (IRS) liquidado ascendeu aos 1 878 milhões de euros (+6,7% do que em 2018, variação superior à do país que foi de 5,0%), o que se traduz num valor mediano de 11 600 € (11 934 € a nível nacional).

Em 2019, a média do rendimento bruto declarado deduzido do IRS liquidado por sujeito passivo era de 11 727 € (+4,9% do que em 2018), enquanto a mediana se situava nos 9 527 € (+4,7%). A nível nacional a média era de 11 899 € (+3,7% em comparação com o ano transato), enquanto a mediana (9 539 €, +4,5%) era superior em apenas 12 euros em relação à média regional.

No contexto das 7 regiões NUTS II, a RAM aparece imediatamente atrás da A.M. Lisboa, região com a mediana mais elevada (11 283 €) e que surge bastante destacada das restantes. O Norte regista a mediana mais baixa (8 893 €), estando afastado das regiões que se lhe seguem. Entre a RAM (2.ª região, com 9 527 €) e o Algarve (6.ª região, com 9 168 €) as distâncias são pouco significativas.

Estatisticas Rendimento PT novo


Principais indicadores de desigualdade de rendimento na Região ligeiramente mais elevados que no País

O rácio P80/P20, que corresponde ao quociente entre o rendimento total dos 20% com maiores rendimentos e o rendimento auferido pelos 20% com menores rendimentos, atingiu na RAM, em 2019, o valor de 3,0, traduzindo que entre os sujeitos passivos dos agregados fiscal que entregaram IRS, o rendimento dos 20% mais ricos é 3 vezes superior ao dos 20% mais pobres. A média nacional é de 2,8, sendo que por região, a R.A. Açores apresenta o quociente mais elevado (3,1), seguido da A.M. Lisboa e da RAM (3,0). A região que apresenta menos desigualdade segundo este indicador é o Alentejo (2,6).

O coeficiente de Gini é também um indicador de desigualdade na distribuição do rendimento que visa sintetizar num único valor a assimetria dessa distribuição. Assume valores entre 0% (quando todos os sujeitos passivos têm igual rendimento) e 100% (quando todo o rendimento se concentra num único sujeito passivo).

Em 2019, o coeficiente de Gini do rendimento bruto declarado deduzido do IRS liquidado por sujeito passivo era de 36,6% na Região, tendo diminuído 0,3 pontos percentuais face a 2018. O valor da RAM é assim muito próximo do valor apresentado para o total do País (36,5%). Por regiões, Alentejo (33,0%) e Centro (34,0%) apresentam os coeficientes de Gini mais baixos, enquanto a R.A. Açores (38,1%) e a A.M. Lisboa (37,6%) registam os valores mais altos.

Para mais informação aceda a:

 

Cooperação Estatística Internacional

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Literacia Estatística

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