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No 1.º trimestre de 2026
Produção de ovos e a carne de frango aumentaram relativamente ao período homólogo, enquanto o gado abatido e a pesca diminuíram
De acordo com a informação recolhida pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) junto dos aviários industriais da Região, no 1.º trimestre de 2026, a produção de ovos rondou os 11,0 milhões de unidades, registando um aumento de 51,3% em termos homólogos. Este crescimento bastante robusto está relacionado com o reforço de produção de uma das empresas, comparativamente ao mesmo trimestre do ano anterior.
No mesmo período, o abate de frango observou um incremento de 6,3%, face aos primeiros três meses do ano anterior, totalizando 822,5 toneladas.
Por sua vez, segundo dados fornecidos pelo Centro de Abate da Região Autónoma da Madeira (CARAM), o gado abatido atingiu as 156,3 toneladas, o que representa uma redução de 6,1% relativamente ao 1.º trimestre de 2025.
No domínio da pesca, a informação recolhida junto da Direção Regional de Pescas, relativa ao 1.º trimestre de 2026, mostra que este período se caraterizou por um decréscimo homólogo nas quantidades capturadas de pescado (-21,1%) e no valor de primeira venda (-29,2%). No conjunto dos primeiros três meses do corrente ano, a pesca descarregada na Região rondou as 450,1 toneladas, tendo gerado receitas de primeira venda de 2,1 milhões de euros.
As principais espécies capturadas registaram diminuições: as capturas de peixe-espada preto caíram 22,3%, enquanto no caso do atum e similares a queda foi de 1,9%. Em termos de valor, o peixe-espada preto diminuiu 30,9%, enquanto a venda de atum e similares aumentou 6,9%.
No caso da cavala e do chicharro, após a cessação temporária da atividade de cerco dirigida a pequenos pelágicos — medida estabelecida por portaria da Secretaria Regional de Agricultura, Pescas e Ambiente, que vigorou entre fevereiro e julho de 2025, com o objetivo de proteger o período reprodutivo das espécies-alvo e assegurar a sustentabilidade a longo prazo — as capturas destas espécies, entre janeiro e março deste ano, aproximaram-se dos níveis registados no 1.º trimestre de 2024.
O peixe-espada-preto manteve-se, ainda assim, como a espécie mais capturada, representando 91,0% das quantidades e 84,1% do valor total. Por sua vez, as capturas de atum e similares ficaram pelas 7,6 toneladas, com uma valorização de apenas 118,4 mil euros.
O preço médio de pescado apurado na primeira venda (excluindo o pescado descarregado destinado a autoconsumo), no período em referência, foi de 4,91€, valor inferior aos 5,38€ registados no mesmo período de 2025. O preço médio do atum e similares atingiu os 15,51€ (face a 14,25€ no período homólogo), enquanto o do peixe-espada preto se fixou nos 4,55€, valor abaixo dos 5,02€ verificados nos primeiros três meses do ano anterior.

Aquicultura registou quebras homólogas na produção e no valor das vendas
De acordo com a informação recolhida pela DREM junto das empresas de produção de aquicultura na Região, no 1.º trimestre de 2026, foram produzidas 166,7 toneladas de dourada, -35,0% face ao mesmo trimestre de 2025. Do mesmo modo, as vendas ficaram pelos 1,2 milhões de euros, decrescendo 20,4% relativamente ao trimestre homólogo. O desempenho do sector foi prejudicado neste trimestre pela inexistência de dourada com dimensão comercial, situação associada às baixas temperaturas da água e também pelo menor número de jaulas usadas para produção.
Por mercados, observa-se que 71,6% do valor das vendas correspondeu ao mercado nacional (Continente e Açores) e 28,2% ao mercado regional. No mesmo trimestre do ano anterior, estas percentagens situaram-se em 76,9% e 22,9%, respetivamente. As vendas para o mercado comunitário representaram apenas 0,2% do total.
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