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Em 2021
Resultados do Índice Sintético de Desenvolvimento Regional mostram que a Região Autónoma da Madeira melhorou nas componentes de competitividade e qualidade ambiental face a 2020
No segundo ano de pandemia COVID – 19 no País, os resultados do Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR), de 2021, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam, face a 2020, um aumento da disparidade territorial dos resultados dos índices de competitividade e de coesão.
A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a única região NUTS II que supera a média nacional em termos de desenvolvimento regional, com o índice global (agregação dos índices de competitividade, coesão e qualidade ambiental) a situar-se em 106,06, superior ao valor observado em 2020 (105,96). Na Região Autónoma da Madeira (RAM) aquele índice fixou-se em 96,61, registando um aumento face a 2020 (95,77). Por sua vez, na Região Autónoma dos Açores (RAA) foi observado um índice igual ao de 2020 (89,58), continuando a ser o mais baixo entre as 7 regiões NUTS II.
O índice de competitividade foi a dimensão do desenvolvimento regional que apresentou maiores desequilíbrios territoriais, onde a Área Metropolitana de Lisboa continua a destacar-se das restantes regiões, que, para além de registar o valor mais elevado do país, em 2021 (113,17), apresenta-se também como a única região NUTS II a superar a média nacional. Os Açores e o Algarve, ao invés, apresentaram os índices de competitividade mais reduzidos (82,08 e 89,10, pela mesma ordem). A RAM registou um índice mais alto (90,88) comparativamente a 2020 (88,55). Neste mesmo ano, na RAA, este índice subiu para 82,08, registando uma melhoria face a 2020 (81,32).
Quanto ao índice de coesão, os resultados refletem, também, em 2021, o país como um território mais equilibrado do que no índice de competitividade, pelo menos ao nível do espaço continental, sendo que, em termos de desempenho, a Área Metropolitana de Lisboa (105,79) continua a superar a média nacional, posição que é partilhada com o Centro (100,22). A RAA apresenta o índice de coesão mais baixo do país (82,16), tendo diminuído ligeiramente relativamente ao ano anterior (82,33). Para a RAM é indicado igualmente um índice abaixo da média nacional (88,09), inferior ao valor observado no ano transato (88,93).
No que diz respeito ao índice de qualidade ambiental, os resultados apurados mostram menos dispersão comparativamente aos índices de coesão e de competitividade, sendo que naquela componente, a RAM, em 2021, destaca-se novamente por apresentar, na desagregação pelas 7 regiões NUTS II o melhor desempenho neste índice (111,90), registando um valor acima do observado em 2020 (110,98). Neste contexto, importa igualmente destacar o resultado da RAA (105,67), que também supera a média nacional, apesar da ligeira redução face ao ano anterior (106,38).

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