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Na 1.ª quinzena de maio

Percentagem elevada de empresas assinalou dificuldades no cumprimento dos requisitos de higiene e segurança necessários para a retoma da atividade

A Direção Regional de Estatística da Madeira divulga hoje os resultados da 1.ª quinzena de maio de 2020 do COVID-IREE – Inquérito Rápido e Excecional às Empresas, operação estatística criada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal (BdP) para avaliar os efeitos da pandemia COVID-19 no tecido empresarial nacional.

Para a RAM – região cuja recolha de informação é feita pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) – a taxa de resposta global na referida semana foi de 92%, representando 91% do pessoal ao serviço (NPS) e 96% do volume de negócios (VNN) das empresas da amostra. Tal como nas semanas anteriores, estas percentagens foram substancialmente superiores às verificadas no conjunto do país (62% na taxa de resposta global, representando 65% do NPS e 75% do VVN da amostra).

Note-se que o inquérito na sua génese teve como objetivo apurar dados para o país, não estando desenhado para apuramentos ao nível de Região, sendo que a informação apresentada para a RAM corresponde exclusivamente aos dados das respostas obtidas, sem qualquer extrapolação. Por essa razão também, o conjunto de informação divulgada é reduzido, mormente quando comparado com a informação que tem vindo a ser disponibilizada no âmbito do COVID-IREE pelo INE.

Atendendo ao grau de variabilidade observado na frequência semanal das principais variáveis recolhidas e visando não colocar uma carga excessiva sobre as empresas que respondem, o inquérito passou a ter uma frequência quinzenal. Face às edições anteriores, a maior parte das questões foram mantidas, tendo sido no entanto introduzidas novas questões para acompanhar as alterações na vida das empresas com a cessação do estado de emergência mas num ambiente ainda não normalizado.

As principais conclusões relativas às empresas respondentes na 1.ª quinzena de maio de 2020 são as seguintes:

  • Face à situação expectável sem pandemia, 55% das empresas respondentes continuaram a reportar reduções no pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar, enquanto 41% informaram não ter havido impacto, sendo que no país estas percentagens foram de 50% e 47%, respetivamente;
  • A evolução das encomendas/clientes foi o principal fator referido pelas empresas com redução de volume de negócios neste período, enquanto a alteração das medidas de contenção foi o motivo mais citado pelas empresas que reportaram aumentos;
  • Quando se compara a 1.ª quinzena de maio com a 2.ª quinzena de abril, as empresas apontam maioritariamente  para uma estabilização (74%), sendo que 17% apontam para uma variação ligeira do volume de negócios, no sentido ascendente ou descendente. A nível nacional, as percentagens para as duas situações atrás referidas (estabilização ou variação ligeira) são idênticas (41%);
  • 51% das empresas declararam uma redução superior a 50% no volume de negócios e 30% uma diminuição entre 10% e 50%. A nível nacional, 35% das empresas reportaram uma redução superior a 50% do volume de negócios;
  • Comparativamente à situação expectável sem pandemia, 83% das empresas continuaram a reportar um impacto negativo no volume de negócios e 19% assinalaram não existir impacto. No país, as percentagens correspondentes a estas situações foram, pela mesma ordem, de 77% e 19%;
  • 76% das empresas estavam em produção ou em funcionamento e 23% temporariamente encerradas. A nível nacional, estas percentagens foram de 90% e 10%, respetivamente. Apesar do diferencial para o país, a percentagem de empresas em funcionamento nesta quinzena é a mais elevada desde que o inquérito se iniciou (6 a 10 de abril);
  • 30% declararam uma redução superior a 50% no número de funcionários efetivamente a trabalhar e 14% apontaram para diminuições entre 10% e 50%. A nível nacional apenas 20% reportaram uma redução acima de 50%;
  • Comparando a situação na 1.ª quinzena de maio com a 2.ª quinzena de abril, 74% das empresas não reportou alterações no número de pessoas ao serviço (70% a nível nacional);
  • Perto de metade das empresas respondentes (mais precisamente 49%) tinham pessoas em teletrabalho e 44% das empresas registavam a existência de pessoal a trabalhar em presença alternada nas instalações da empresa devido à pandemia. Estas percentagens são inferiores às do país, onde os valores foram de 54% e 46% respetivamente;
  • 86% das empresas apontaram para os custos elevados como uma situação muito relevante ou relevante para a dificuldade de cumprimento dos requisitos para a retoma de atividade enquanto 82% das empresas referiram a indisponibilidade de material de proteção individual  (máscaras, viseiras, desinfetante, etc.), a mesma percentagem de empresas (82%) que indicou as restrições no espaço físico;
  • 42% das empresas beneficiaram ou planeiam beneficiar da moratória de créditos, 67% do acesso a novos créditos, enquanto a suspensão do pagamento de obrigações fiscais e contributivo está nos planos de 44% das empresas;
  • 21% das empresas em funcionamento ou temporariamente encerradas aumentaram o recurso ao crédito na 1.ª quinzena de maio.


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