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Na 2.ª quinzena de maio

Percentagem de empresas em funcionamento aumentou

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje os resultados da 2.ª quinzena de maio de 2020 do COVID-IREE – Inquérito Rápido e Excecional às Empresas, operação estatística criada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal (BdP) para avaliar os efeitos da pandemia COVID-19 no tecido empresarial nacional.

Para a RAM – região cuja recolha de informação é feita pela DREM – a taxa de resposta global na referida semana foi de 96%, representando 95% do pessoal ao serviço (NPS) e 97% do volume de negócios (VNN) das empresas da amostra. Tal como nas semanas anteriores, estas percentagens foram substancialmente superiores às verificadas no conjunto do país (60% na taxa de resposta global, representando 65% do NPS e 76% do VVN da amostra).

Note-se que o inquérito na sua génese teve como objetivo apurar dados para o país, não estando desenhado para apuramentos ao nível de Região, sendo que a informação apresentada para a RAM corresponde exclusivamente aos dados das respostas obtidas, sem qualquer extrapolação. Por essa razão também, o conjunto de informação divulgada é reduzido, mormente quando comparado com a informação que tem vindo a ser disponibilizada no âmbito do COVID-IREE pelo INE.

As principais conclusões relativas às empresas respondentes na 2.ª quinzena de maio de 2020 são as seguintes:

  • 82% das empresas estavam em produção ou em funcionamento e 17% temporariamente encerradas. A nível nacional, estas percentagens foram de 92% e 7%, respetivamente. Apesar do diferencial para o país, a percentagem de empresas em funcionamento nesta quinzena é superior à verificada na 1.ª quinzena de maio (76%);
  • Comparativamente à situação expectável sem pandemia, 79% das empresas continuaram a reportar um impacto negativo no volume de negócios e 13% assinalaram não existir impacto. No país, as percentagens correspondentes a estas situações foram, pela mesma ordem, de 73% e 21%;
  • 45% das empresas declararam uma redução superior a 50% no volume de negócios e 26% uma diminuição entre 10% e 50%. A nível nacional, 31% das empresas reportaram uma redução superior a 50% do volume de negócios;
  • Quando se compara a 2.ª quinzena de maio com a 1.ª quinzena de maio, 43% das empresas apontam para uma estabilização do volume de negócios, sendo que 44% apontam para uma variação ligeira, no sentido ascendente ou descendente. A nível nacional, as percentagens para as duas situações atrás referidas (estabilização ou variação ligeira) são de 40% e 44%, respetivamente;
  • A evolução das encomendas/clientes foi o principal fator referido pelas empresas com redução de volume de negócios neste período, enquanto a alteração das medidas de contenção foi o motivo mais citado pelas empresas que reportaram aumentos;
  • Face à situação expectável sem pandemia, 51% das empresas respondentes continuaram a reportar reduções no pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar (45% no país), representando 54% do pessoal ao serviço das empresas respondentes. 44% informaram não ter havido impacto (31% do total de pessoal ao serviço das empresas respondentes), sendo que no país a percentagem foi de 51%;
  • 27% declararam uma redução superior a 50% no número de funcionários efetivamente a trabalhar e 12% apontaram para diminuições entre 10% e 50%. A nível nacional apenas 17% reportaram uma redução acima de 50%;
  • Comparando a situação na 2.ª quinzena de maio com a 1.ª quinzena de maio, 72% das empresas não reportou alterações no número de pessoas ao serviço (71% a nível nacional);
  • A redução do número de pessoas ao serviço em layoff simplificado foi o motivo com impacto positivo mais referido pelas empresas que reportaram um aumento de pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar;
  • 44% das empresas respondentes tinham pessoas em teletrabalho e 43% das empresas registavam a existência de pessoal a trabalhar em presença alternada nas instalações da empresa devido à pandemia. Estas percentagens são inferiores às do país, onde os valores foram de 53% e 46% respetivamente;
  • 86% das empresas apontaram para os custos elevados como uma situação muito relevante ou relevante para a dificuldade de cumprimento dos requisitos para a retoma de atividade, enquanto 81% indicou as restrições no espaço físico e 79% das empresas referiram a indisponibilidade de material de proteção individual  (máscaras, viseiras, desinfetante, etc.);
  • 38% das empresas beneficiaram ou planeiam beneficiar da moratória de créditos, 64% do acesso a novos créditos, enquanto a suspensão do pagamento de obrigações fiscais e contributivo está nos planos de 42% das empresas;
  • 24% das empresas em funcionamento ou temporariamente encerradas aumentaram o recurso ao crédito na 2.ª quinzena de maio, na maioria dos casos com condições semelhantes às anteriormente praticadas.

É possível ainda estabelecer uma comparação entre os dados de abril e os de maio, fazendo médias dos resultados obtidos.

  • Assim, enquanto em abril a percentagem de empresas em funcionamento era de 69%, em maio cresceu para 79%. No país, nos mesmos meses, passou de 83% para 91%.
  • A percentagem de empresas respondentes a reportar um impacto negativo no volume de negócios, face à situação expectável sem pandemia, decresceu de 88% em abril para 81% em maio, sendo que a nível nacional estas percentagens foram de 80% e 75%, respetivamente.
  • No que respeita ao pessoal ao serviço também é visível a evolução entre abril e maio, com 71% a declarar uma redução do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar no mês de abril contra 53% em maio. No país, nos referidos meses, passou de 60% para 48%.
  • A percentagem de empresas em funcionamento ou temporariamente encerradas que recorreram a crédito adicional aumentou ligeiramente entre os dois períodos em análise, passando de 19% para 23%, tendência semelhante à ocorrida no país.


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