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Para o período 1995-2018

DREM divulga “Série Retrospetiva das Contas Regionais”

Na sequência da retropolação das Contas Regionais na base 2016, entretanto disponibilizada no portal do Instituto Nacional de Estatística (INE), a Direção Regional de Estatística (DREM) divulga hoje a “Série Retrospetiva das Contas Regionais 1995-2018”. Em dezembro passado, foram divulgados pela primeira vez os dados na nova base, mas só para o período 2016-2018. A retropolação acima referida, consiste no recálculo da informação para as diferentes variáveis desde 1995, segundo as premissas da base 2016, não existindo para os grandes agregados diferenças muito significativas comparativamente aos dados da base anterior (base 2011).

Da análise dos dados da “Série Retrospetiva das Contas Regionais 1995-2018” agora disponibilizada, destacam-se as seguintes conclusões:

- No intervalo de tempo 1995-2018, o período mais longo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de que a Região Autónoma da Madeira (RAM) beneficiou foi entre 2002 e 2008. Pela negativa, realce para o período entre 2011-2013, de evidente recessão económica.

- O ano em que o crescimento do PIB teve maior expressão foi 2002 (8,3%), estando 2012 na situação inversa (-7,7%). De notar que comparativamente às restantes regiões NUTSII do país (Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo, Algarve e Região Autónoma dos Açores), estes aumentos relativos são os de maior dimensão, em ambos os sentidos (positivo e negativo).

- A taxa média de crescimento do PIB entre 1996 e 2018 foi, na RAM, de 1,8%, a mais alta de todas as regiões NUTSII, a par da R.A. Açores, acima portanto da média nacional (1,3%).

- O diferencial (negativo) face à média nacional do PIB por habitante passou de 19% em 1995 para 3% em 2018. No entanto em 2005, o PIB por habitante na RAM chegou a ser superior à média nacional e em 2006 e 2011, idêntico. Comparativamente à RA Açores, enquanto o diferencial face à RAM era de apenas 3,9 pontos percentuais (p.p.) em 1995, em 2018 ascendia a 8,8 p.p..

- Tal como aconteceu em relação ao país, a RAM também convergiu com a média da União Europeia. Em 1995, o PIB por habitante da RAM (medido em paridade de poder de compra, ou seja, tendo em conta os diferentes custos de vida nos países da União) era de apenas 64,8% da média da UE28, enquanto em 2018 era de 74,5%. De notar que entre 2005 e 2009 este indicador chegou a ultrapassar os 80%, com o expoente em 2006 (82,6%).

- A produtividade aparente do trabalho, que corresponde ao rácio entre o Valor Acrescentado Bruto (VAB) e a população empregada, atingiu em 2018 o máximo da série (34,7 mil euros), situando-se contudo abaixo da média nacional (35,9 mil euros). Visto em índice, e tendo como referência o valor do país, neste indicador também a Região convergiu, passando de 78,1% da média nacional em 1995 para 96,6% em 2018. O desempenho da RAM é distinto do da RA Açores, que no mesmo período viu este índice estagnar em torno dos 88%.

- A taxa de investimento aparente, a relação entre a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) e o VAB, é outro dos indicadores no qual a RAM se destacou, particularmente no período 1995-2011, no qual este indicador foi sempre superior face à média nacional, atingindo o expoente em 2000 (73,8%), com um diferencial positivo face ao país de mais de 40 pontos percentuais. A partir de 2012, a taxa de investimento aparente caiu acentuadamente para valores inferiores a 20% e sempre mais baixos que a média nacional.

- No que respeita ao índice de disparidade do rendimento disponível bruto das famílias por habitante face à média nacional, a evolução entre 1995 e 2017 (último ano disponível) mostra que se passou de uma diferença positiva de 1,9% (ou seja situando-se acima da média do país) para a situação inversa em 2017, ficando abaixo da referida média em 2,2%. Aliás, a análise do período 1995-2017, mostra duas fases bem distintas: entre 1995 e 2009, este indicador para a RAM foi sempre superior à média nacional (com exceção do ano de 2000) e outra a partir de 2010, em que sucedeu precisamente o inverso, com o mínimo a ser registado em 2015 (diferencial negativo de 6% face à média do país).

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