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No 2º trimestre de 2014
Rácios de crédito vencido continuaram a crescer; Depósitos bancários aumentaram face ao trimestre anterior
Segundo os dados do Banco de Portugal, no final do 2º trimestre de 2014, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras era de 4,1 mil milhões de euros, menos 784 milhões de euros que no final de junho de 2013 e menos 320 milhões que em março de 2014. Por sua vez, o rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras atingiu um máximo de 17,4% no final do 2º trimestre de 2014, constatando-se um diferencial face ao valor nacional na ordem dos 3,5 pontos percentuais (p.p.). Comparativamente ao 1º trimestre de 2014 este diferencial aumentou em 1,0 p.p.. O montante de crédito malparado no âmbito das sociedades não financeiras com sede na Região situava-se no período em referência em 712,2 milhões de euros (+14,9 milhões de euros que em março passado).
No sector das famílias assistiu-se igualmente a uma redução, em termos homólogos, no saldo dos empréstimos concedidos, da ordem dos 150 milhões de euros (-4,4%), cifrando-se o saldo dos empréstimos a este sector institucional em junho de 2014 nos 3,3 mil milhões de euros. Quando comparamos o saldo do final do 2º trimestre de 2014 com o do trimestre precedente observamos que a queda foi mais ligeira (-1,1%).
O rácio de crédito vencido neste sector institucional também se mantém com tendência crescente, atingindo os 5,4% no período em referência. Esta percentagem é superior em 0,7 p.p. à registada em junho de 2013 e em 0,1 p.p. se comparada com o trimestre anterior. O montante de crédito malparado neste sector atingia em junho de 2014 os 177,6 milhões de euros (+1,3 milhões de euros que em março de 2014). O fenómeno do crédito malparado é mais acentuado no crédito para “consumo e outros fins” (17,0%) do que no segmento da “habitação” (2,9%), embora face ao trimestre anterior se deva referir que houve um desagravamento no primeiro e um agravamento no segundo, em 0,2 p.p. em ambos os casos.
Comparativamente ao país, os rácios de crédito vencido no segmento de “habitação” e no “consumo e outros fins” são superiores na RAM em 0,2 p.p. e 3,4 p.p., respetivamente.
Quanto ao número de devedores do sector institucional famílias, verificou-se um decréscimo de 0,8% em relação ao 1º trimestre de 2014 e que foi comum a ambos os segmentos, ao do “consumo e outros fins” (-1,5%) e ao da “habitação” (-0,4%). No 2º trimestre de 2014 estavam contabilizados cerca de 50,3 mil devedores com crédito à “habitação” e 87,4 mil com crédito para “consumo e outros fins”.
Por sua vez, os depósitos e equiparados nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de junho de 2014, um volume de 5,3 mil milhões de euros, valor inferior em cerca de 6,5% ao observado no 2º trimestre de 2013. Contudo face ao trimestre anterior constata-se um crescimento de 0,6%. A parcela mais representativa dos depósitos - as poupanças dos particulares (incluindo emigrantes) - também registou uma queda homóloga de 4,3%, mas face ao trimestre anterior observa-se um ligeiro crescimento de 0,2%. No final de junho de 2014, o volume de poupanças deste grupo atingia os 3,7 mil milhões de euros.