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No 1º trimestre de 2014

Decréscimo nos saldos de depósitos e empréstimos; aumento nos rácios de crédito vencido

Segundo os dados do Banco de Portugal, no final do 1º trimestre de 2014, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras era de 4,4 mil milhões de euros, menos 513 milhões de euros que no final de março de 2013 e menos 87 milhões que em dezembro de 2013. Por sua vez, o rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras atingiu um máximo de 15,8% no final do 1º trimestre de 2014, constatando-se um diferencial face ao valor nacional na ordem dos 2,5 pontos percentuais (p.p.). Comparativamente ao último trimestre de 2013 este diferencial diminuiu em 0,2 p.p.. O montante de crédito malparado na nossa Região situava-se no período em referência em 697,3 milhões de euros (+8,8 milhões de euros que no fim de 2013).

No sector das famílias assistiu-se igualmente a uma redução, em termos homólogos, no saldo dos empréstimos concedidos, da ordem dos 158 milhões de euros (-4,5%), cifrando-se o saldo dos empréstimos a este sector institucional em março de 2014 nos 3,3 mil milhões de euros. Quando comparamos o saldo do final do 1º trimestre de 2014 com o do trimestre precedente observamos que a queda foi mais ligeira (-0,9%).

O rácio de crédito vencido neste sector institucional também se mantém com tendência crescente, atingindo os 5,3% no período em referência. Esta percentagem é superior em 0,8 p.p. à registada em março de 2013 e em 0,2 p.p. se comparada com o trimestre anterior. O montante de crédito malparado neste sector atingia em março de 2014 os 176,3 milhões de euros (+5,1 milhões de euros que em dezembro de 2013). O fenómeno do crédito malparado é mais acentuado no crédito para consumo e outros fins (17,2%) do que no segmento da habitação (2,7%), embora se deva referir que 82,2% do volume de empréstimos às famílias se destina à compra de habitação.

Comparativamente ao país, os rácios de crédito vencido no segmento de habitação e no “consumo e outros fins” são superiores na RAM em 0,1 p.p. e 3,7 p.p., respetivamente.

Quanto ao número de devedores do sector institucional famílias, verificou-se um ligeiro acréscimo de 0,1% em relação ao 4º trimestre de 2013, impulsionado pelo aumento verificado nos devedores do segmento “consumo e outros fins” (+0,4%), que mais que compensaram a quebra nos devedores do segmento “habitação” (-0,3%). No 1º trimestre de 2014 estavam contabilizados cerca de 50,5 mil devedores com crédito à habitação e 88,7 mil com crédito para “consumo e outros fins”.

Por sua vez, os depósitos e equiparados nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de março de 2014, um volume de 5,2 mil milhões de euros, valor inferior em cerca de 8,2% ao observado no 1º trimestre de 2013. A diminuição face ao trimestre anterior foi de 0,5%. A parcela mais representativa dos depósitos - as poupanças dos particulares (incluindo emigrantes) - também registou uma queda homóloga de 5,9%, mas face ao trimestre anterior essa variação foi nula. No final de março de 2014, o volume de poupanças deste grupo atingia os 3,7 mil milhões de euros.

 

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