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No 4º trimestre de 2014
Saldos dos empréstimos e depósitos mantiveram tendência decrescente; rácios de crédito vencido aumentaram
Segundo os dados do Banco de Portugal, no final do 4º trimestre de 2014, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras com sede na RAM rondava os 3,2 mil milhões de euros, menos 132 milhões de euros que no final de setembro de 2014. A redução face ao trimestre homólogo de 2013 foi de 16,7% (-642 milhões de euros). Por sua vez, o rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras atingiu os 21,7% no final do 4º trimestre de 2014, o valor máximo da série disponível.
O montante de crédito vencido no âmbito das sociedades não financeiras rondava assim no trimestre em referência os 697 milhões de euros, mais 32 milhões que no trimestre anterior e mais 57 milhões que no fim de 2013. Em termos do rácio de crédito vencido, constata-se também um diferencial face ao valor nacional na ordem dos 6,7 pontos percentuais (p.p.). Comparativamente a dezembro de 2013, o rácio de crédito vencido na RAM naquele sector institucional cresceu 5,1 p.p. (1,6 p.p. no país).
No sector das famílias, o saldo do volume de empréstimos concedidos atingiu no fim do trimestre em referência os 3,2 mil milhões de euros (montante idêntico ao das sociedades não financeiras), assistindo-se igualmente a uma diminuição do referido saldo em 37 milhões de euros face ao final do 3º trimestre de 2014. Quando comparamos o 4º trimestre de 2014 com o período homólogo do ano precedente observamos que a queda foi de 3,9% (menos 132 milhões de euros).
O rácio de crédito vencido no sector das famílias atingiu no final de dezembro de 2014 os 5,9% (o que se traduz em cerca de 190 milhões de euros, mais 4 milhões que no trimestre anterior e mais 19 milhões que no fim de 2013). Esta percentagem – também um máximo da série disponível - é superior em 0,8 p.p. à registada em dezembro de 2013 e em 0,2 p.p. se comparada com o trimestre anterior.
O crédito malparado é mais acentuado no crédito para consumo e outros fins (18,9% do total de crédito concedido para este fim, cerca de 108 milhões de euros) do que no segmento da habitação (3,1% do total, cerca de 82 milhões de euros). Foi aquele segmento o principal responsável pelo agravamento do rácio de crédito vencido no sector das famílias face ao trimestre anterior, com um aumento de 1,0 p.p., enquanto no segmento do crédito à habitação a variação foi de 0,1 p.p. face a setembro de 2014. No fim de dezembro de 2013, os rácios de crédito vencido para ambos segmentos eram inferiores em 2,0 p.p. no “consumo e outros fins” e em 0,6 p.p. na “habitação”.
Comparativamente ao país, o rácio de crédito vencido no segmento de habitação na RAM (3,1%) é ligeiramente superior à média nacional (2,8%), sendo o diferencial superior no segmento “consumo e outros fins” (18,9% na RAM contra 14,4% no país).
Quanto ao número de devedores do sector institucional famílias, a tendência é de decréscimo em ambos os tipos de crédito (habitação e consumo). No 4º trimestre de 2014 estavam contabilizados 49,9 mil devedores com crédito à habitação e 87,5 mil com crédito para consumo e outros fins. As diferenças para o trimestre anterior são de -217 e -433 devedores, respetivamente.
A percentagem de devedores com crédito vencido na RAM era, no final do trimestre em referência, de 15,5%. Os municípios de Câmara de Lobos (17,2%), Funchal (16,4%) e Santa Cruz (16,1%) são aqueles que apresentam valores mais elevados neste indicador, por contraponto à Calheta (10,7%).
Por sua vez, os depósitos e equiparados nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de 2014, um volume de 5,2 mil milhões de euros, menos 47 milhões de euros que no final de setembro. As reduções registaram-se nas sociedades não financeiras (-71 milhões de euros) e particulares, excluindo emigrantes (-41 milhões de euros). Os restantes beneficiários registaram aumentos nos depósitos; contabilizaram-se no caso das instituições financeiras não monetárias mais 53 milhões e no caso dos emigrantes mais 12 milhões de euros.
As poupanças dos particulares (excluindo emigrantes) rondavam no fim de 2014 os 3,0 mil milhões de euros (20 milhões de euros menos que no fim de 2013), enquanto os depósitos de emigrantes atingiram à mesma data os 744 milhões de euros (mais 19 milhões de euros que no fim do 4º trimestre de 2013).