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No 4.º trimestre de 2015

Saldos dos empréstimos e depósitos mantiveram tendência decrescente; rácios de crédito vencido também diminuíram face ao trimestre homólogo

Segundo os dados do Banco de Portugal, no final do 4.º trimestre de 2015, o saldo do volume de empréstimos concedidos a sociedades não financeiras com sede na RAM rondava os 2,3 mil milhões de euros, menos 122 milhões de euros que no final de setembro de 2015. A redução face ao trimestre homólogo foi de 23,7% (-717 milhões de euros). Desde o último trimestre de 2011 que o saldo dos empréstimos a sociedades não financeiras decresce sucessivamente.

Por sua vez, o rácio de crédito vencido das sociedades não financeiras atingiu os 20,2% no final do 4.º trimestre de 2015. O montante de crédito vencido no âmbito das sociedades não financeiras rondava assim no trimestre em referência os 468 milhões de euros, menos 21 milhões que no trimestre anterior e menos 189 milhões que no fim de 2014. Em termos do rácio de crédito vencido, constata-se também um diferencial face ao valor nacional (15,8%) na ordem dos 4,4 pontos percentuais (p.p.). Comparativamente a dezembro de 2014, o rácio de crédito vencido na RAM naquele sector institucional decresceu 1,5 p.p. (+0,8 p.p. no país).

No sector das famílias, o saldo do volume de empréstimos concedidos atingiu, no fim do trimestre em referência, os 3,1 mil milhões de euros, assistindo-se igualmente a uma diminuição do referido saldo em 16 milhões de euros face ao final do 3.º trimestre de 2015. Quando comparamos o 4.º trimestre de 2015 com o período homólogo observamos que a queda foi de 3,8% (menos 121 milhões de euros).

O rácio de crédito vencido no sector das famílias atingiu no final de dezembro de 2015 os 5,7% (o que se traduz em cerca de 178 milhões de euros, menos 2 milhões que no trimestre anterior e menos 14 milhões que no fim de 2014). No país este rácio foi de 5,1%.

O crédito malparado é mais acentuado no crédito para consumo e outros fins (16,9% do total de crédito concedido para este fim, cerca de 92 milhões de euros) do que no segmento da habitação (3,4% do total, cerca de 86 milhões de euros).

Comparativamente ao país, o rácio de crédito vencido no segmento de habitação na RAM (3,4%) é superior à média nacional (3,0%), sucedendo o mesmo para o segmento “consumo e outros fins” (16,9% na RAM contra 14,1% no país).

No 4.º trimestre de 2015 estavam contabilizados 49,6 mil devedores com crédito à habitação e 85,9 mil com crédito para consumo e outros fins. Face ao final de 2014, verificaram-se diminuições, pela mesma ordem, de 285 e 1 604 devedores. Note-se contudo que no 4.º trimestre de 2015 verificou-se o primeiro aumento de devedores com crédito à habitação desde junho de 2011.

A percentagem de devedores com crédito vencido na RAM era, no final do trimestre em referência, de 14,7%. Os municípios de Câmara de Lobos (15,7%), Funchal (15,6%) e Santa Cruz (15,1%) são aqueles que apresentam valores mais elevados neste indicador, por contraponto à Calheta (10,3%).

Os depósitos e equiparados nos estabelecimentos bancários regionais atingiam, no final de 2015, um volume de 4,9 mil milhões de euros, menos 223 milhões de euros que no final de setembro e menos 307 milhões de euros em termos homólogos. Quer num quer noutro caso as reduções foram transversais aos vários sectores (instituições financeiras não monetárias, sociedades não financeiras, emigrantes e particulares). Apenas no caso dos particulares é que se verificou um aumento de 34 milhões de euros nos depósitos entre o 3.º e o 4.º trimestre de 2015.

As poupanças dos particulares rondavam no fim de 2015 os 2,9 mil milhões de euros (60 milhões de euros a menos que no fim de 2014), enquanto os depósitos de emigrantes atingiram à mesma data os 668 milhões de euros (menos 76 milhões de euros que no fim do 4.º trimestre de 2014).

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