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[NOTA PRÉVIA: No que se refere à divulgação mensal do ano de referência de 2025, a DREM acompanha o Instituto Nacional de Estatística (INE) na divulgação simultânea do conjunto global de variáveis do alojamento turístico, que passa a ser realizada no final do mês n+1. Enquanto, para 2024, essa divulgação já ocorria nesse prazo para hóspedes e dormidas, a publicação de resultados para as taxas de ocupação e para os indicadores de rendimento era realizada apenas ao final de 45 dias após o período de referência. Agora passa a existir apenas um momento único de divulgação para cada mês, com os dados a terem natureza preliminar. Por outro lado, mantém-se, contudo, por parte da DREM, a divulgação de um agregado que compreende a hotelaria, o turismo no espaço rural e todo o alojamento local, independentemente do número de camas. Por sua vez, o INE, na sua divulgação, exclui o alojamento local com menos de 10 camas, pelo que nesta notícia, no Em Foco e nos quadros publicados pela DREM, é mencionado um total geral superior ao do INE, no que respeita a hóspedes e dormidas. Para as variáveis taxas de ocupação, quartos, proveitos e custos com o pessoal, os valores são coincidentes com os do INE pelo facto do seu apuramento excluir o alojamento local abaixo das 10 camas.]

Em setembro de 2025

Dormidas do alojamento turístico na Região Autónoma da Madeira cresceram 8,2% em termos homólogos

Na Região Autónoma da Madeira (RAM), o alojamento turístico registou, no mês de setembro de 2025, a entrada de 228,6 mil hóspedes, os quais geraram 1 187,7 mil dormidas, traduzindo variações homólogas positivas de 10,2% e 8,2%, respetivamente. O segmento da hotelaria concentrou 65,9% das dormidas de setembro de 2025 (782,5 mil), crescendo 2,3% em termos homólogos, enquanto o alojamento local (31,8% do total) e o turismo no espaço rural (2,3% do total) subiram 23,2% e 4,8%, pela mesma ordem.

Para efeitos de comparabilidade com os dados divulgados pelo INE, é necessário excluir o alojamento local com menos de 10 camas, sendo que, segundo esta lógica de apuramento de resultados, as dormidas do alojamento turístico registaram um crescimento de 2,3% relativamente a setembro de 2024, variação superior à verificada a nível nacional (+0,7%).

Em setembro de 2025, entre as nove regiões NUTS II, os maiores aumentos homólogos de dormidas registaram-se no Alentejo (+8,0%) e na Península de Setúbal (+3,6%). Por outro lado, o Centro, o Algarve e a Região Autónoma dos Açores registaram decréscimos (-2,4%, -2,2% e -1,5%, respetivamente).

A taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região, no mês em referência, foi de 74,7%, +0,4 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no mês homólogo (74,3%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 85,8% (85,2% em setembro de 2024).

No mês de setembro de 2025, a estada média no conjunto do alojamento turístico fixou-se em 4,67 noites (4,72 noites em setembro de 2024). Os valores mais elevados continuam a ser observados na hotelaria (4,79 noites) e no alojamento local (4,53 noites), seguidos pelo turismo no espaço rural, que apresenta a estada média mais baixa, com 3,55 noites.

Nos primeiros nove meses de 2025, os hóspedes entrados no total do alojamento turístico da Região totalizaram 1 878,3 mil, o que representa um crescimento de 9,7% face ao período homólogo. Também as dormidas registaram um aumento de 8,8% em comparação com o mesmo período de 2024, ultrapassando os 9,8 milhões.

De realçar que os 10 principais mercados emissores representaram 83,0% do total das dormidas registadas em setembro de 2025. Destacaram-se, com um peso superior, Portugal (19,2% do total; +44,9% que em setembro de 2024), a Alemanha (18,6%; -1,9%) e o Reino Unido (16,7%; -4,8%). Na quarta posição, em termos de peso relativo no total de dormidas, encontrava-se o mercado francês (7,3%; +0,6%), seguido pelo mercado polaco (6,7%; +16,0%).

Em termos acumulados, de janeiro a setembro de 2025, os dois principais mercados emissores internacionais registaram variações homólogas nas dormidas em sentidos opostos: o mercado alemão registou um aumento de 0,2%, enquanto o mercado britânico apresentou uma quebra de 1,9%. O mercado de residentes em Portugal, segundo principal mercado neste período, registou a variação homóloga positiva mais significativa para o referido período, com um crescimento de 40,3%.

Em setembro de 2025, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram crescimentos homólogos de 16,7% e 19,0%, respetivamente, fixando-se, pela mesma ordem, em 89,5 milhões de euros e 65,7 milhões de euros. No total do País, no mesmo mês, os proveitos totais também registaram uma variação homóloga positiva (+5,6%), tal como os proveitos de aposento, que evidenciaram um crescimento de 5,8%.

Em termos acumulados, as variações dos proveitos, na Região, foram de +19,1% e +20,4%, respetivamente, totalizando, de janeiro a setembro de 2025, os 690,5 milhões de euros, no caso dos proveitos totais, e os 500,1 milhões de euros, no que se refere aos proveitos de aposento.

No mês de setembro de 2025, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) rondou os 118,64 euros no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local abaixo das 10 camas), +16,4% que no mesmo mês do ano precedente. Por sua vez, o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) no alojamento turístico passou de 119,57€, em setembro de 2024, para 138,27€, em setembro de 2025 (+15,6% de variação homóloga).

De janeiro a setembro de 2025, o RevPAR no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) situou-se nos 101,66 euros, representando um aumento de 18,2% face ao período homólogo. No sector da hotelaria, o RevPAR foi de 109,05 euros, correspondendo a uma subida homóloga de 18,7%. Quanto ao ADR, os valores foram superiores, fixando-se nos 127,36 euros no conjunto do alojamento turístico (+15,3% em relação ao período homólogo) e nos 131,43 euros na hotelaria (+15,3%).

Alojamento turistico PT


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Cooperação Estatística Internacional

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