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[NOTA PRÉVIA: Nesta edição, são disponibilizados os dados do 3.º trimestre de 2025, relativos à Região Autónoma da Madeira (RAM). De notar que se mantém, contudo, por parte da DREM, a divulgação de um agregado que compreende a hotelaria, o turismo no espaço rural e todo o alojamento local, independentemente do número de camas. Por sua vez, o INE, na sua divulgação, exclui o alojamento local com menos de 10 camas, pelo que nesta notícia, no Em Foco e nos quadros publicados pela DREM, é mencionado um total geral superior ao do INE, no que respeita a hóspedes e dormidas. Para as variáveis taxas de ocupação, quartos, proveitos e custos com o pessoal, os valores são coincidentes com os do INE pelo facto do seu apuramento excluir o alojamento local abaixo das 10 camas.]
No 3.º trimestre de 2025
Mercado nacional ultrapassou o alemão em número de dormidas, constituindo-se como o mercado mais importante
Síntese
No 3.º trimestre de 2025, considerando a generalidade dos meios de alojamento (alojamento turístico, colónias de férias e pousadas da juventude e parques de campismo) da Região Autónoma da Madeira (RAM), registaram-se 722,9 mil hóspedes entrados e 3,9 milhões de dormidas, correspondendo a aumentos de 11,0% e 9,3% face ao trimestre homólogo, respetivamente.
A estada média na globalidade do alojamento turístico fixou-se em 4,79 noites no 3.º trimestre de 2025, o que representa uma quebra de 1,5% face ao 3.º trimestre de 2024 (4,86 noites). Esta redução ficou a dever-se sobretudo à diminuição registada no mercado estrangeiro (4,97 noites; -2,5%), já que no mercado nacional houve um aumento (4,16 noites, +8,5%).
No 3.º trimestre de 2025, o alojamento turístico registou um desempenho superior ao conjunto do alojamento turístico, concentrando a quase totalidade da atividade turística: 99,1% dos hóspedes entrados e 99,5% das dormidas.
As colónias de férias e pousadas da juventude receberam 3 542 hóspedes, que geraram 13 983 dormidas (0,4% do total), registando uma estada média de apenas 3,80 noites. Face ao período homólogo, observaram-se aumentos de 5,7% no número de hóspedes e de 4,5% no número de dormidas. Já a estada média apresentou uma variação negativa de 2,6%.
Os parques de campismo, com um peso muito pouco significativo no conjunto das dormidas dos alojamentos (apenas 0,2%), registaram 2 663 hóspedes entrados e 6 994 dormidas no 3.º trimestre de 2025, correspondendo a incrementos de 7,2% e 3,8, respetivamente, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
Alojamento turístico
O alojamento turístico registou, no 3.º trimestre de 2025, a entrada de 716,7 mil hóspedes, os quais geraram cerca 3,8 milhões de dormidas, traduzindo variações homólogas positivas de 11,1% e 9,3%, respetivamente. De sublinhar que, excluindo o alojamento local com menos de 10 camas, as dormidas no alojamento turístico aumentaram 4,1% relativamente ao 3.º trimestre de 2024, variação superior à registada a nível nacional (+2,0%).
O segmento da hotelaria concentrou 66,0% das dormidas (cerca de 2,5 milhões), registando um crescimento homólogo de 4,4%. O alojamento local representava 31,8% do total e subiu 21,5%, enquanto o turismo no espaço rural, com uma quota de 2,2%, aumentou 5,8%. Analisando por categoria dos estabelecimentos, os maiores incrementos foram observados nas pousadas e quintas da Madeira (+34,4%), nos hotéis de 5 estrelas (12,2%) e nos apartamentos turísticos (+9,8%).
No trimestre em referência, a estada média no conjunto do alojamento turístico diminuiu relativamente ao mesmo trimestre do ano anterior (4,87 noites), fixando-se nas 4,80 noites. Os valores mais elevados continuam a ser observados na hotelaria (4,88 noites) e no alojamento local (4,73 noites), enquanto o turismo no espaço rural apresenta a estada mais baixa (3,67 noites). No segmento da hotelaria, destacam-se os Hotéis-apartamentos de 5 estrelas, com a estada média mais alta, atingindo as 6,06 noites no período de referência (+0,5% que no 3.º trimestre de 2024), seguida de muito perto pelos aldeamentos turísticos, com 6,05 noites (-1,3% face ao período homólogo).
A RAM registou, no conjunto dos mercados externos (residentes no estrangeiro), a entrada de 551,7 mil hóspedes, que originaram cerca de 3,1 milhões de dormidas, traduzindo um aumento de 5,9% e de 2,8% face ao mesmo período de 2024, respetivamente. A Grande Lisboa foi a região que apresentou, em termos de dormidas, maior dependência dos mercados externos (83,2% do total), seguida pela RAM (80,1%) e pela Região Autónoma dos Açores (76,6%). Em sentido contrário, foi no Alentejo e no Centro que as dormidas de não residentes apresentaram menor dependência dos mercados externos (30,7% e 36,1%, respetivamente).
Neste trimestre, entre os três principais mercados estrangeiros emissores, apenas o mercado francês registou um acréscimo nas dormidas face ao trimestre homólogo, de 9,0%, com os mercados alemão (-1,6%) e britânico (-3,1%) a evoluir em sentido contrário. Já o mercado de residentes em Portugal (19,9% do total) apresentou uma variação positiva mais significativa, de 46,8%, superando, no mesmo período, os valores da Alemanha (16,3% do total), do Reino Unido (15,0%) e da França (9,1%), posicionando-se como o principal mercado deste destino. Importa salientar que estes quatro principais mercados concentraram mais de metade das dormidas (60,3%) no 3.º trimestre de 2025.
Ao nível municipal, salienta-se que Câmara de Lobos, Santa Cruz e Ponta do Sol foram os municípios que, em termos de dormidas, apresentaram maior dependência dos mercados externos (residentes no estrangeiro), com 90,6%, 89,8% e 89,4%, respetivamente. Já o Porto Santo destaca-se por registar a maior percentagem de dormidas de residentes no País, representando 81,3% do total, no 3.º trimestre de 2025.
O município do Funchal evidencia-se por concentrar 55,8% das dormidas da Região, totalizando cerca de 2,1 milhões de dormidas no 3.º trimestre de 2025, o que corresponde a uma variação homóloga positiva de 4,5%. No maior município da RAM, as dormidas de residentes em Portugal cresceram 63,2%, enquanto as de residentes no estrangeiro registaram uma diminuição de 3,3%. O segundo município com maior número de dormidas foi Santa Cruz, com 11,3% do total regional, contribuindo com 433,7 mil dormidas no 3.º trimestre de 2025, o que representa um aumento de 8,2% face ao período homólogo. Neste município, as dormidas de residentes no estrangeiro cresceram 5,4%, enquanto as de residentes em Portugal aumentaram 41,5%.
Entre os onze municípios da Região, destaca-se ainda Machico, com um crescimento nas dormidas de 82,0% face ao 3.º trimestre de 2024. Este aumento foi impulsionado por uma subida de 207,0% no mercado de residentes em Portugal e por um acréscimo de 68,4% no mercado de residentes no estrangeiro.
No 3.º trimestre de 2025, a taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região foi de 75,6%, o que representa um aumento de 1,5 pontos percentuais (p.p.) face ao mesmo período de 2024 (74,1%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 85,6%, valor superior aos 84,3% registados no 3.º trimestre de 2024.
No trimestre em análise, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram subidas homólogas de 17,2% e 17,9%, totalizando 285,6 milhões de euros e 210,4 milhões de euros, respetivamente.
Com crescimentos sucessivos desde o 2.º trimestre de 2021, a evolução das dormidas evidencia duas fases distintas: entre este período e o 1.º trimestre de 2023, os aumentos foram muito expressivos; a partir daí, tornaram-se mais moderados, mas relativamente estáveis. De facto, desde o 2.º trimestre de 2023, os incrementos nas dormidas oscilaram entre os 5,7% (3.º trimestre de 2024) e os 10,0% (4.º trimestre de 2024). No 3.º trimestre de 2025, este valor quase que atingiu o máximo, com uma taxa de variação de 9,3% nas dormidas.
No 3.º trimestre de 2025, o RevPAR (rendimento médio por quarto disponível) do conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) fixou-se em 124,05 euros, traduzindo um aumento de 15,1% face ao período homólogo e constituindo o terceiro valor mais elevado entre as nove regiões NUTS II. No sector da hotelaria, o RevPAR atingiu os 133,41 euros (+14,7% de variação homóloga). Quanto ao ADR (rendimento médio por quarto ocupado), os valores foram mais elevados, totalizando os 145,00 euros no conjunto do alojamento turístico (+13,3% que no período homólogo) e os 150,47 euros na hotelaria (+13,0%). Os valores mais elevados do RevPAR e ADR registaram-se na categoria hotéis de 5 estrelas, com 194,58 euros (+11,8% que no 3.º trimestre de 2024) e 227,80 euros (+11,1%), respetivamente. Na segunda posição destacaram-se as pousadas e quintas da Madeira, com 173,95 euros e 196,74 euros, pela mesma ordem.

Voltas realizadas nos campos de golfe da Região cresceram 9,1% no 3.º trimestre de 2025
O Inquérito aos Campos de Golfe indica a realização de 12 791 voltas nos três campos de golfe da RAM, entre julho e setembro de 2025 (+9,1% que no período homólogo), tendo esta atividade gerado cerca de 745,3 mil euros de receitas. Do total de voltas, 56,2% foram realizadas por não sócios (51,7% no 3.º trimestre de 2024). Quanto ao país de residência habitual dos jogadores, 38,5% das voltas foram realizadas por residentes em Portugal, 19,7% por residentes nos Países Nórdicos, 12,1% no Reino Unido e 8,6% na Alemanha.
Passageiros em trânsito nos navios de cruzeiro que visitaram a RAM decresceram 39,5% no 3.º trimestre de 2025
De acordo com os dados fornecidos pela Administração dos Portos da RAM, no 3.º trimestre deste ano, foram contabilizados 29 571 passageiros em trânsito, nos 13 navios de cruzeiro que atracaram nos portos da RAM. Se comparado com o mesmo período do ano anterior, realizaram-se menos 9 escalas, com um decréscimo no número de passageiros em trânsito a se fixar nos 39,5%.Contudo, esta quebra não impediu que no cômputo dos primeiros nove meses do ano, a variação homóloga acumulada tivesse sido positiva, de 4,5%.
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