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DREM atualiza a Série Retrospetiva das Estatísticas dos Quadros de Pessoal

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) disponibiliza hoje no seu portal a atualização da Série Retrospetiva das Estatísticas dos Quadros de Pessoal com a informação de 2015. Recorde-se que esta série estatística tem início em 1995.

Os dados em referência resultam do apuramento estatístico dos Quadros de Pessoal, por sua vez baseados no Anexo A do Relatório Único - relatório anual que compila dados sobre a atividade social da empresa. No âmbito desta operação estatística, em 2015, foram apurados 41,8 mil trabalhadores por conta de outrem (a tempo completo e com remuneração completa) nos estabelecimentos localizados na Região Autónoma da Madeira (RAM), mais 1,2% que no ano anterior, o que significa um reforço da tendência crescente iniciada em 2014, ano que marcou a interrupção de um período de cinco anos (iniciado em 2009) de reduções sucessivas.

Por município, é de notar que Funchal (65,4%), Santa Cruz (11,8%), Machico (5,1%) e Câmara de Lobos (4,9%) são os municípios que concentram maior número de trabalhadores nos estabelecimentos. No polo oposto encontram-se os municípios da costa Norte da ilha da Madeira, mais concretamente Porto Moniz (0,5%), São Vicente (1,0%) e Santana (1,1%).

Considerando a distribuição dos trabalhadores por sector de atividade, observa-se que o sector terciário foi naturalmente o que assumiu maior expressão, ocupando 81,2% do total do pessoal ao serviço apurado para 2015, tendo apresentado um aumento de 2,1% face ao ano transato. Comparativamente ao sector terciário, o sector secundário continua a revelar-se menos empregador (18,0% do total de trabalhadores) além de registar  um crescimento inferior, de apenas 0,2%. Esta evolução representa a continuação de uma tendência que se manifesta desde o início da série (1995), de maior predominância das atividades do sector terciário em detrimento das do sector secundário. Com efeito, em 1995, a percentagem de trabalhadores em estabelecimentos do sector secundário era de 34,1% (contra os 18,0% já atrás referidos, 20 anos depois), enquanto no sector terciário passou-se dos 65,3% em 1995 para os 81,2% em 2015. Por sua vez, o sector primário, com apenas 0,8% dos trabalhadores, apresentou um decréscimo significativo, entre 2014 e 2015, de 39,9%.

Tendo em conta o sexo, os resultados indicam que as pessoas ao serviço nos estabelecimentos empresariais a operar na RAM eram maioritariamente do sexo masculino (52,8% do total), tendo este aumentado 0,9% face a 2014. O crescimento verificado no sexo feminino foi ligeiramente superior (+1,6%).

Na distribuição dos trabalhadores por escalão de pessoal da empresa, observa-se o maior aumento de trabalhadores em empresas com 500 e mais pessoas ao serviço (+6,7%) e nas que têm entre 10 e 19 pessoas (+6,5%).

Quanto às habilitações literárias, registaram-se descidas no número de habilitados até ao nível do 2º ciclo do ensino básico. Em todos os restantes níveis verificaram-se subidas.

O ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem apurado em 2015 situou-se nos 1 058,26€, valor muito semelhante ao do ano anterior (1 057,98€), o que corresponde a um aumento anual de 0,6%. No que respeita ao escalão de pessoal da empresa, destaca-se o aumento de 4,5% no ganho médio mensal dos trabalhadores de estabelecimentos pertencentes a empresas que têm entre 50 e 99 pessoas ao serviço.

A análise do ganho médio mensal de acordo com o sexo para o ano de 2015, mostra que os homens (1 160,49€) ganhavam em média mais do que as mulheres  (944,05€), prolongando-se a tendência que existe desde o início desta série. Contudo, enquanto em 1995 as mulheres recebiam 77,7% do ganho médio mensal dos homens, em 2015 esse rácio era de 81,4%.

Por localização geográfica, verifica-se que o município Calheta é aquele que apresenta um valor superior (1 151,47€), seguido do Funchal (1 092,81€) e do Porto Santo (1 091,95€), os únicos que estão acima da média regional (1 058,26€). Ao invés, Ponta do Sol (765,74€) e Santana (790,58€) são os municípios que apresentam valores mais baixos neste indicador.

A informação de acordo com as habilitações literárias permite observar diferenças importantes. Os trabalhadores com habilitações inferiores (abaixo do 1º ciclo do ensino básico) têm um ganho médio mensal menor (787,65€). Entre os que detêm o 4º ano (875,65€) e o 9º ano (890,81€), as diferenças são pouco expressivas, mas o diferencial dos trabalhadores com estas habilitações para aqueles com o secundário    (1 049,58€) é já significativo. A posse de licenciatura revela-se determinante para obtenção de um ganho médio mensal superior (1 815,22€), sendo que o expoente é atingido pelos doutorados (2 061,48€).

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