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Em 2016,

Segundo a informação dos Quadros de Pessoal, o número de trabalhadores e o ganho médio mensal cresceram 3,2% e 0,5% face a 2015, respetivamente

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) disponibiliza hoje no seu portal a atualização da Série Retrospetiva das Estatísticas dos Quadros de Pessoal com a informação de 2016.

Os dados em referência resultam do apuramento estatístico dos Quadros de Pessoal, por sua vez baseados no Anexo A do Relatório Único - relatório anual que compila dados sobre a atividade social da empresa e que é respondido pelas entidades empregadoras com pelo menos um trabalhador por conta de outrem. Esta informação é preenchida ao nível do estabelecimento.

No âmbito desta operação estatística, em 2016, foram apurados 43,1 mil trabalhadores por conta de outrem (a tempo completo e com remuneração completa) nos estabelecimentos localizados na Região Autónoma da Madeira (RAM), mais 3,2% que no ano anterior, o que significa um reforço da tendência crescente iniciada em 2014, ano que marcou a interrupção de um período de cinco anos (iniciado em 2009) de reduções sucessivas.

Por município, é de notar que Funchal (65,5%), Santa Cruz (11,6%), Câmara de Lobos (5,0%) e Machico (4,9%) são os municípios que concentram maior número de trabalhadores por conta de outrem nos estabelecimentos. No polo oposto encontram-se os municípios da costa Norte da ilha da Madeira, mais concretamente Porto Moniz (0,6%), São Vicente (1,0%) e Santana (1,1%). Face a 2015, em termos relativos, é de destacar o aumento de trabalhadores no Porto Moniz (18,7%), na Calheta (12,8%) e no Porto Santo (8,9%). Ribeira Brava (-6,6%) e Machico (-1,3%) foram os únicos municípios a apresentar reduções.

Considerando a distribuição dos trabalhadores por conta de outrem por sector de atividade, observa-se que o sector terciário foi naturalmente o que assumiu maior expressão, ocupando 81,9% do total do pessoal ao serviço apurado para 2016, tendo apresentado um aumento de 4,0% face ao ano transato. Comparativamente ao sector terciário, o sector secundário continua a revelar-se menos empregador (17,4% do total de trabalhadores), além de registar  um decréscimo de 0,7% face a 2015. Esta evolução representa a continuação de uma tendência que se manifesta desde o início da série (1995), de maior predominância das atividades do sector terciário em detrimento das do sector secundário. Por sua vez, o sector primário, com apenas 0,8% dos trabalhadores por conta de outrem, apresentou um acréscimo de 2,4% face ao ano anterior.

No sector primário, destaca-se Câmara de Lobos como o município onde este sector tem maior expressão em termos relativos (4,2% do total de trabalhadores do município). No que respeita ao sector secundário, o mesmo tem um peso relevante na Calheta, em Câmara de Lobos e em Machico, concentrando 48,8%, 39,3% e 34,2% do total de trabalhadores destes municípios. Funchal (88,2%) e Porto Santo (87,3%) destacam-se pela preponderância que o sector terciário assume na sua atividade económica.

Tendo em conta o sexo, os resultados indicam que as pessoas ao serviço nos estabelecimentos empresariais a operar na RAM eram maioritariamente do sexo masculino (52,4% do total), tendo este grupo aumentado 2,5% face a 2015. O crescimento verificado no sexo feminino foi superior (+3,9%).

Na distribuição dos trabalhadores por escalão de pessoal da empresa, observa-se o maior aumento de trabalhadores em empresas que têm entre 250 e 499 pessoas ao serviço (+45,7%, mais 1 170 trabalhadores). Os únicos escalões a registar reduções foram os de 10-19 trabalhadores (-6,2%) e de 500 ou mais (-5,9%). As empresas com 1-9 trabalhadores concentraram 21,0% do total de trabalhadores, passando a ser o escalão de pessoal mais representativo, por troca com o grupo de 500 ou mais trabalhadores (19,8%).

Quanto às habilitações literárias, comparando 2015 com 2016, registaram-se descidas no número de trabalhadores com habilitações mais baixas (2º ciclo do ensino básico ou inferior) e com bacharelato. Em todos os restantes níveis verificaram-se subidas. Os grupos mais representativos continuam a ser os que possuem o secundário (29,1%) e o 3.º ciclo do ensino básico (27,3%). Os trabalhadores com habilitações superiores (licenciados, mestres ou doutorados) representam 13,4% e a sua importância tem crescido continuamente. Em 2006 eram 6,8% e em 1996, apenas 1,4%.

O ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem apurado em 2016 situou-se nos 1 063,46€, valor ligeiramente superior ao do ano anterior (1 058,26€), o que corresponde a um aumento anual de 0,5%. No que respeita ao escalão de pessoal da empresa, destaca-se o aumento de 3,9% no ganho médio mensal dos trabalhadores de estabelecimentos pertencentes a empresas com 500 e mais pessoas ao serviço. Este grupo é efetivamente aquele que aufere melhores remunerações (1 408,15€), 32,4% acima da média regional, sendo que quanto maior é a dimensão da empresa, em regra, maiores são os ganhos dos trabalhadores. A única exceção a esta situação é o facto das empresas com 250-499 empregados (1 107,62€), pagarem em média menos que as empresas com 100-249 trabalhadores (1 124,96€). O escalão de pessoal 1-9 é aquele que oferece ganhos inferiores (813,64€).

O sector secundário é o que apresenta um ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem maior (1 138,95€), 7,1% acima da média regional. Os sectores terciário (1 050,18€) e primário (775,56€) apresentam valores abaixo da referida média.

A análise do ganho médio mensal de acordo com o sexo, para o ano de 2016, mostra que os homens (1 160,17€) ganhavam em média mais 21,2% (ou seja, mais 109,99€) do que as mulheres  (956,95€), prolongando-se a tendência que existe desde o início desta série. Contudo, enquanto em 1995 as mulheres recebiam 77,6% do ganho médio mensal dos homens, em 2016, esse rácio passou para 82,5%.

Por localização geográfica, verifica-se que o município da Calheta é aquele que apresenta um valor superior no ganho médio mensal (1 150,57€), seguido do Funchal (1 097,41€) e do Porto Santo (1 076,00€), os únicos que estão acima da média regional (1 063,46€). Ao invés, Santana (781,14€), São Vicente (805,28€) e Ponta do Sol (806,23€) são os municípios que apresentam os valores mais baixos neste indicador.

A informação de acordo com as habilitações literárias permite observar diferenças importantes. Os trabalhadores com habilitações inferiores (abaixo do 1.º ciclo do ensino básico) têm um ganho médio mensal menor (822,17€). Entre os que detêm o 1.º ciclo do ensino básico (895,31€) e o 3.º ciclo do ensino básico (895,76€), as diferenças são pouco expressivas, mas o diferencial dos trabalhadores com estas habilitações para aqueles com o ensino secundário (1 030,61€) é já significativo. A posse de licenciatura revela-se determinante para obtenção de um ganho médio mensal superior (1 822,07€), sendo que o expoente é atingido pelos doutorados (2 118,64€).

qp 2016 pt


Para mais inforamação aceda a:

Cooperação Estatística Internacional

MAC14 20

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Literacia Estatística

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