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Esmagadora maioria das mulheres residentes na Região com idade entre 18 e 49 anos considera que a natalidade deve ser incentivada ao nível da população em geral

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje mais resultados do Inquérito à Fecundidade (IFEC) realizado em 2019, relativos à Região Autónoma da Madeira (RAM). De assinalar que no passado 3 de dezembro, a DREM fez uma primeira divulgação dos dados deste inquérito.

Os resultados hoje divulgados incidem numa análise da fecundidade das mulheres residentes na Região em 2019, segundo diferentes perfis socioeconómicos. Ainda, são analisadas as motivações das mulheres para a fecundidade e as suas opiniões quanto a diversas medidas de incentivo à natalidade.

A informação disponibilizada diz respeito às mulheres em idade fértil, dos 18 aos 49 anos, pois ao nível NUTS II a amostra apenas é representativa para a população feminina.

Entre 2013 e 2019, a proporção de mulheres sem filhos aumentou de 36,4% para 45,7%

Entre 2013 e 2019, a proporção de mulheres, em idade fértil, sem filhos aumentou de 36,4% para 45,7% e a percentagem de mulheres com dois ou mais filhos baixou de 36,6% para 30,3%. Como tal, o número médio de filhos tidos baixou de 1,13 em 2013 para 0,96 em 2019. Contrariamente, em média, os filhos esperados (1,69 em 2013 e 1,74 em 2019) e desejados ao longo da vida (2,13 em 2013 e 2,14 em 2019), bem como o ideal de filhos numa família (2,50 em 2013 e 2,60 em 2019), aumentaram entre 2013 e 2019.

Cerca de 69% das mulheres residentes na Região está ainda longe de alcançar a sua fecundidade desejada ao longo da vida

Embora apenas 30,3% das mulheres tenham 2 ou mais filhos, a maioria espera (61,3%) e desejaria (79,5%) ter pelo menos dois filhos ao longo da vida e, também, considera 2 ou mais filhos como número ideal de filhos numa família (98,1%).

As mulheres dos 18 aos 49 anos, residentes na Região, atualmente, não chegam a ter um filho em média (0,96), mas pensam (1,74) e desejariam (2,14) ter mais filhos ao longo da vida e, também, reportam “ideais” mais elevados (2,60 filhos, em média).

Estes resultados mostram que entre “desejos” e “realidade” há um grande desfasamento. Efetivamente, a grande maioria das mulheres (69,3%) está ainda longe de alcançar a sua fecundidade desejada ao longo da vida, sendo que apenas 25,1% das mulheres realmente teve os filhos que desejou.

Apesar de não chegarem a ter 1 filho em média, as mulheres com nível de escolaridade superior desejariam ter mais filhos do que aquelas com níveis de escolaridade mais baixos

O número médio de filhos tidos tende a aumentar em linha com a idade das mulheres e é superior para as mulheres casadas (1,65) e para aquelas com nível de escolaridade até ao básico (1,37), ou seja, que no máximo completaram o 3.º ciclo do ensino básico.

A média da fecundidade final esperada das mulheres residentes na Região diminui com o aumento da idade, mas aumenta entre aquelas com background migratório (1,85) – nascidas fora de Portugal ou nascidas em Portugal mas com pelo menos um dos pais nascidos fora de Portugal – para as mulheres com cônjuge (1,89) e para aquelas com nível de escolaridade secundário (1,81).

O número médio de filhos desejados ao longo da vida é superior entre as mulheres dos 30 aos 49 anos (2,18) e para aquelas com background migratório (2,28). É ainda superior para as mulheres casadas (2,34) e para aquelas que possuem nível de escolaridade superior (2,26).

Entre as mulheres sem filhos, a maioria considera ser muito importante para a decisão de não ter filhos a vontade própria e o facto de a maternidade não fazer parte do seu projeto de vida

Entre as mulheres dos 18 aos 49 anos, 10,4% não tem nem pretende ter filhos. Destas, a grande maioria indicou como motivos muito importantes para a decisão de não entrar na maternidade a vontade própria e o facto de a maternidade não fazer parte do projeto de vida. Ainda, cerca de metade destas mulheres assinalou o facto de não se sentir preparada para passar pela gravidez/parto e motivos financeiros como motivos muito importantes para a decisão de permanecer sem filhos.

Já entre as mulheres sem filhos, mas que pretendem vir a ter filhos (34,6%), para além de ser uma vontade própria e de fazer parte do seu projeto de vida, a esmagadora maioria indicou como motivos muito importantes para a decisão de ter pelo menos um filho as condições de habitação e a estabilidade/progressão profissional.

Cerca de 85% das mulheres referiu que a vontade de ser mãe foi um motivo muito importante para a decisão de ter tido o primeiro filho na idade em que o teve

As mulheres residentes na Região com nível de escolaridade superior tendem a ter o primeiro filho mais tarde (30,2 anos, em média) do que as mulheres com nível de escolaridade secundário (25,5 anos, em média) e do que aquelas com nível de escolaridade até ao básico (22,8 anos, em média). Porém, independentemente de terem tido o primeiro filho mais cedo ou mais tarde do que desejariam, a grande maioria das mulheres (84,9%), dos 18 aos 49 anos, apontou como motivo muito importante para ter tido esse filho na altura em que teve a vontade de ser mãe. Seguiram-se motivos como ter um cônjuge/companheiro com o perfil certo (65,0%), estabilidade de emprego (63,0%), vontade do cônjuge/companheiro (62,1%), condições de habitação (58,8%) e disponibilidade para conciliar a vida familiar e a vida profissional (52,8%).

Cerca de 70% expressa estar satisfeita ou muito satisfeita com a divisão das tarefas domésticas e 79% com a divisão das tarefas com filhos pequenos

Segundo indicado pelas mulheres dos 18 aos 49 anos, que estavam numa relação conjugal, as tarefas de lavar e cuidar da roupa (69,2%), preparar as refeições diárias (54,5%) e limpar a casa (50,6%) são responsabilidades maioritariamente atribuídas a si próprias. Já a responsabilidade de efetuar pequenos arranjos é mais comummente atribuída ao cônjuge ou companheiro (65,6%).

No que respeita aos cuidados com filhos pequenos, a maioria indicou que são as próprias que habitualmente têm a responsabilidade de vestir e verificar se as crianças estão adequadamente vestidas (65,1%), de ficar em casa quando as crianças estão doentes (59,8%) e de levar os filhos pequenos ao médico (53,6%). A partilha em igual modo entre os membros do casal é mais comum (79,5%) na responsabilidade de brincar e/ou participar em atividades de lazer com as crianças.

Os resultados indicam que a maioria das mulheres expressa estar satisfeita ou muito satisfeita com a divisão das tarefas domésticas (70,1%) e com a divisão das tarefas com filhos pequenos (78,5%) entre a própria e o seu cônjuge/companheiro.

A esmagadora maioria das mulheres considera que a natalidade deve ser incentivada ao nível da população em geral: 94,1%

A esmagadora maioria das mulheres, dos 18 aos 49 anos, residentes na Região, considera que a natalidade deve ser incentivada ao nível da população em geral, sendo que 94,1% considera que devem existir ajudas para que as pessoas tenham mais filhos.

No âmbito das condições de trabalho, a medida de incentivo mais comummente referida pelas mulheres como importante ou a mais importante foi “flexibilizar os horários de trabalho para mães e pais com filhos pequenos” (82,0%).

Sobre o acesso a serviços para ocupação dos filhos (creches, jardins-de-infância e ATL), a maioria das mulheres considerou importante ou mais importante alargar a rede e o acesso a esses serviços (78,9%).

No contexto dos rendimentos das famílias com filhos, a medida “aumentar os subsídios relacionados com educação, saúde, transporte, habitação e alimentação dos agregados com filhos” foi apontada como importante ou a mais importante por 77,5% das mulheres.

No âmbito de outras medidas, 77,9% das mulheres indicou como medida importante ou a mais importante para incentivar a natalidade “atribuir incentivos fiscais às entidades empregadoras com práticas de gestão que apoiem trabalhadores com filhos”.

 IFEC PT novo

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