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Em 2024

Taxa de risco de pobreza regional ficou abaixo da nacional no caso dos desempregados, acima para os reformados e foi aproximada no caso dos trabalhadores

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) disponibiliza hoje, no seu portal, mais alguns resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) referentes aos anos de 2023 e 2024, incidindo sobre a caracterização do risco de pobreza da população com 18 e mais anos de idade, desagregada segundo a condição perante o trabalho, a duração do desemprego e o nível de escolaridade completo. Os indicadores foram construídos com base no rendimento monetário anual líquido, excluindo-se outras fontes de rendimento, nomeadamente o salário em géneros, o autoconsumo, o autoabastecimento e a autolocação.

Os resultados do ICOR indicam que, em 2024, na Região Autónoma da Madeira (RAM), tendo por referência a linha de pobreza nacional fixada naquele ano em 8 679 euros, a taxa de risco de pobreza após transferências sociais se situou em 16,6%, valor superior ao observado a nível nacional (15,4%). Apesar disso, registou‑se, face a 2023, uma redução mais acentuada deste indicador na Região (-2,5 pontos percentuais – p.p.), comparativamente à diminuição verificada no País (-1,2 p.p.). Note-se que a média do rendimento monetário líquido por adulto equivalente registou um aumento de 12,8% na Região, passando de 14 233 euros em 2023 para 16 051 euros em 2024.

Na RAM, a taxa de risco de pobreza foi ligeiramente inferior entre os homens (16,5%) em comparação com as mulheres (16,8%), correspondendo a uma diferença de 0,3 p.p., menos expressiva do que a observada a nível nacional (14,5% nos homens e 16,3% nas mulheres).

No ano em análise, a taxa de risco de pobreza foi mais baixa nas pessoas entre os 18 e os 64 anos, tanto na Região como no País, situando-se em 15,3% e 13,9%, respetivamente. Seguiu-se o grupo dos menores de 18 anos, com taxas de 17,4% na Região e 17,6% no País, sendo este o único grupo etário em que o valor regional foi inferior ao nacional. Por sua vez, a população com 65 ou mais anos registou taxas de 20,3% na Região e de 17,8% no País. Em ambas as regiões, este foi o grupo etário que evidenciou o maior decréscimo face ao ano anterior, tendo diminuído 2,5 p.p. na RAM e 3,3 p.p. no País.

Considerando a condição perante o trabalho dos indivíduos com 18 e mais anos de idade, a taxa de risco de pobreza da população desempregada na RAM diminuiu de 45,6% em 2023 para 40,1% em 2024, correspondendo a um decréscimo de 5,5 p.p.. A nível nacional, a redução foi menos expressiva (-1,7 p.p.), tendo a taxa atingido 42,6% em 2024. Segundo a duração do desemprego, na RAM, o grupo com duração inferior a um mês (“0 meses”) apresentou, em 2024, uma taxa de risco de pobreza de 14,3%, inferior em 2,1 p.p. à registada em 2023. No grupo com duração de desemprego “12 meses”, a taxa situou‑se em 42,9%, correspondendo a um decréscimo de 6,6 p.p. face ao ano anterior.

Relativamente à população empregada, a taxa de risco de pobreza na RAM foi de 8,9% na RAM, traduzindo uma diminuição de 1,4 p.p. face a 2023.  A nível nacional, a taxa passou de 9,2% em 2023 para 8,6% em 2024, correspondendo a uma redução de 0,6 p.p..

No caso da população reformada, a taxa de risco de pobreza na RAM manteve‑se superior à observada a nível nacional (16,4%), situando‑se, em 2024, nos 18,9%. Em termos homólogos, registou‑se um decréscimo de 2,0 p.p. na Região e de 3,2 p.p. no País.

O risco de pobreza da população residente na RAM em situação de inatividade distinta da reforma situou-se em 31,9%, em 2024, diminuindo 3,4 p.p. em comparação ao ano anterior. No conjunto do país, este indicador manteve‑se inalterado, em 30,4%.

Em 2024, observou‑se uma menor taxa de risco de pobreza na RAM entre os indivíduos com ensino secundário ou superior (9,8%), face aos indivíduos com escolaridade até ao ensino básico (22,4%), o que traduz uma diferença de 12,6 p.p.. A nível nacional, o grupo com escolaridade até ao ensino básico apresentou uma taxa de 21,3%, inferior em 1,1 p.p. à registada na RAM.

A taxa de intensidade da pobreza indica o afastamento do rendimento monetário disponível mediano da população em risco de pobreza face ao respetivo limiar. Em 2024, este indicador continuou a apresentar diferenças relevantes na RAM, segundo a condição perante o trabalho. A população reformada registou o valor mais baixo (18,5%), embora refletindo um ligeiro aumento face a 2023 (+0,7 p.p.). Em contraste, a população desempregada apresentou a taxa de intensidade da pobreza mais elevada (34,9%), traduzindo um agravamento de 3,7 p.p. relativamente ao ano anterior. O grupo dos “Outros inativos” situou‑se em 28,2%, destacando‑se pela maior variação homóloga (+6,0 p.p.). Na população empregada, a taxa de intensidade da pobreza foi de 23,4%, registando igualmente um aumento face a 2023 (+2,4 p.p.).

Taxa Risco Pobresa PT

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Cooperação Estatística Internacional

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