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Em 2024
Proporção de crianças até aos 12 anos que recebiam cuidados formais de acompanhamento na RAM foi superior à média nacional
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje no seu portal, os resultados dos módulos regulares integrados no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) realizado na Região Autónoma da Madeira (RAM) em 2024. Com base no módulo “Saúde e privação material das crianças” caracteriza-se o estado de saúde das crianças até aos 15 anos. Já no módulo “Acesso aos serviços” é analisado o acesso aos serviços de cuidados formais de acompanhamento das crianças até aos 12 anos, a frequência de utilização de transportes públicos pela população e o acesso das famílias a serviços de saúde e cuidados domiciliários.
Em 2024, na RAM, a proporção de crianças até aos 15 anos cujo estado de saúde foi avaliado como “Bom ou muito bom” situou-se nos 85,4%, valor inferior em 7,0 pontos percentuais (p.p.) ao registado a nível nacional (92,4%).
No mesmo período, a proporção da população residente na RAM com 16 ou mais anos que referiu ter utilizado transportes públicos todos os dias ou quase todos os dias (5 a 7 dias por semana), foi superior à registada a nível nacional, situando-se em 15,1%, valor acima dos 10,8% observados no País. A proporção de indivíduos que utilizavam transportes públicos todas as semanas, entre 1 e 4 dias por semana, também foi superior na RAM, atingindo 11,7%, face aos 6,8% em Portugal (+4,9 p.p.). Por outro lado, a proporção da população com 16 ou mais anos que nunca ou quase nunca utilizava transportes públicos foi inferior na Região relativamente ao conjunto do País, registando-se 60,0% e 67,8%, respetivamente.
Cerca de metade das crianças até aos 12 anos residentes na Região (50,9%) recebiam cuidados formais de acompanhamento, registando um valor ligeiramente superior ao observado a nível nacional (49,5%). Estes cuidados formais incluem creches, amas certificadas, estabelecimentos de cuidados para crianças com necessidades especiais, centros de dia/ATL, jardins de infância e/ou serviços de cuidados organizados pela escola fora do horário escolar (excluindo-se o tempo de educação pré-escolar e de ensino básico), abrangendo tanto entidades públicas como privadas.
Por outro lado, a nível nacional, verificou-se uma proporção superior de agregados com crianças até aos 12 anos que suportaram despesas com cuidados formais de acompanhamento, face à RAM, registando-se 59,5% e 52,4%, respetivamente.
No Módulo “Acesso aos serviços”, foi igualmente analisado se algum membro do agregado apresentava necessidades de cuidados de saúde e/ou de apoio na satisfação de necessidades básicas e atividades da vida diária, prestados de forma individualizada e personalizada no domicílio, por motivo de doença, deficiência ou outro impedimento, com duração de pelo menos 6 meses ou com previsão de se prolongar por, pelo menos, até esse período. Os cuidados de saúde incluem, entre outros, tratamentos médicos, de enfermagem ou outras terapias, como a terapia da dor, a fisioterapia, a psicoterapia e a terapia ocupacional. Por sua vez, os serviços de apoio domiciliário abrangem, por exemplo, o acompanhamento de pessoas idosas, o fornecimento de refeições, o auxílio na higiene pessoal, a realização de tarefas domésticas e serviços de transporte.
Neste âmbito, verificou-se que 7,1% dos agregados familiares da RAM tinham pelo menos uma pessoa a necessitar de cuidados de saúde e de serviços de apoio domiciliário, valor superior em 1,0 p.p. ao registado a nível nacional (6,1%).

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