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Em 2023

Ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem a tempo completo e com remuneração completa aumentou 6,4%, fixando-se em 1 323,96€

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) disponibiliza hoje no seu portal a atualização da Série Retrospetiva das Estatísticas dos Quadros de Pessoal com a informação de 2023, cujos dados são fornecidos ao Instituto Nacional de Estatística pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.  O apuramento estatístico dos Quadros de Pessoal é baseado no Anexo A do Relatório Único - relatório anual, um documento anual que compila dados sobre a atividade social das empresas e é preenchido pelas entidades empregadoras com pelo menos um trabalhador por conta de outrem. Na RAM, esta operação estatística conta com a colaboração da Direção Regional do Trabalho e da Ação Inspetiva (DRTAI). A desagregação geográfica dos dados é referente ao local de trabalho dos trabalhadores, sendo a referenciação da informação atribuída com base no estabelecimento de trabalho.

Em 2023, no âmbito do apuramento estatístico dos Quadros de Pessoal, foram apurados 57,9 mil trabalhadores por conta de outrem (TCO) a tempo completo e com remuneração completa, nos estabelecimentos localizados na Região Autónoma da Madeira (RAM), correspondendo a um acréscimo de 7,3% face ao ano anterior (mais 3,9 mil trabalhadores). A RAM seguiu, de forma mais acentuada, a tendência nacional de crescimento do número de trabalhadores, cuja variação foi de 4,0%.

O ganho médio mensal dos TCO apurado em 2023 situou-se nos 1 323,96€, valor superior ao do ano anterior que se fixou em 1 244,07€, o que corresponde a um aumento de 6,4%. A nível nacional, o ganho médio mensal dos TCO atingiu 1 460,81€, representando um aumento de 7,2% face a 2022. Por regiões NUTS II, a RAM ocupava uma posição central, apresentando o quinto valor mais elevado, situando-se atrás das regiões da Grande Lisboa (1 817,17€), Península de Setúbal (1 433,11€), Norte (1 348,66€) e Alentejo (1 326,13€). A região do Algarve foi a que apresentou o ganho médio mensal mais baixo (1 238,68€), seguida pelo Oeste e Vale do Tejo (1 249,77€), Centro (1 305,72€) e pela Região Autónoma dos Açores (1 315,09€);

Na Região, o município do Funchal era o que apresentava o ganho médio mensal mais elevado (1 377,85€), seguido do Porto Santo (1 345,14€), os únicos que estavam acima da média regional (1 323,96€). Ao invés, Porto Moniz (1 000,11 €), São Vicente (1 043,69 €), Santana (1 060,20€), Ponta do Sol (1 094,29 €), Ribeira Brava (1 129,80€), Câmara de Lobos (1 137,18€), Machico (1 229,68€), Santa Cruz (1 275,64 €) e Calheta (1 321,53€) estavam abaixo da média.

Em 2023, a distribuição do ganho mensal dos TCO da RAM revelou uma menor assimetria comparativamente à média nacional. Na RAM, a mediana do ganho mensal situou-se em 1 039,76€, sendo o rácio entre o 3.º e 1.º quartis igual a 1,51. A nível nacional, a mediana foi de 1 097,66€ e o rácio 3.ºQ/1.ºQ foi igual a 1,74.

Ao nível das regiões NUTS II, a Grande Lisboa foi a que apresentou o maior valor mediano do ganho mensal, atingindo 1 323,92€, seguida pelo Centro com 1 071,47€, pela Península de Setúbal com 1 068,94€, pelo Norte com 1 049,20€, pelo Alentejo com 1 043,76€ e pela RAM com 1 039,76€. A Região Autónoma dos Açores (RAA), o Algarve e a região do Oeste e Vale do Tejo foram as regiões que apresentaram os valores medianos mais baixos, atingindo 1 018,70 €, 1 029,57 € e 1 036,75€, respetivamente.

A região da Grande Lisboa destaca-se como sendo a região com maior assimetria, tendo apresentado para o rácio 3.ºQ/1.ºQ o valor de 2,17, enquanto a RAA e o Algarve foram as regiões que apresentaram os rácios mais baixos, ambas com 1,48.

Na Região, a diferença no valor mediano do ganho mensal entre os dois sexos foi também notória: 1 007,87€ para o feminino e 1 069,79 € para o masculino. A disparidade no ganho médio mensal entre sexos tem vindo a diminuir na RAM, tendo-se fixado em 5,3 %, em 2023, abaixo dos 8,3% no País.

Em 2023, o valor mediano do ganho mensal dos TCO foi superior entre os trabalhadores com idades entre os 35 e os 54 anos, situando-se em 1 077,59 €. Os trabalhadores até 34 anos apresentaram o valor mediano mais baixo, fixando-se em 983,17€, e os do grupo dos 55 ou mais anos registaram um valor mediano igual a 1 048,46€.

O ganho mediano mensal dos TCO que trabalhavam em 2023 na Região, com nacionalidade não pertencente à União Europeia (Extra UE-27), foi inferior em 106,65 € ao dos TCO com nacionalidade portuguesa, atingindo respetivamente 939,77€ e 1 046,42€.

O ganho mediano mensal dos TCO acompanhou o aumento do nível de habilitações literárias, passando de 946,49 € nos ganhos dos TCO sem qualquer nível de escolaridade para 1 616,97€ nos ganhos dos TCO com nível de escolaridade no ensino superior. Em 2023, a disparidade no ganho médio mensal entre os níveis de habilitações na RAM, situou-se em 26,6%, inferior aos 30,8% do País.

Na RAM, em 2023, o valor mediano mensal do ganho dos TCO com contrato sem termo (1 103,24€) foi superior ao valor mediano do ganho dos TCO com contrato com termo (950,00€).

Em 2023, o setor “Indústria, construção, energia e água” era o que apresentava um ganho médio mensal dos TCO superior (1 336,76€), 1,0% acima da média regional. Os setores dos “Serviços” (1 323,32€) e da “Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca” (1 042,46€) observavam valores abaixo da referida média. A disparidade no ganho médio mensal entre setores de atividade na RAM fixou-se em 1,9%, abaixo dos 5,2% a nível nacional.

O escalão das empresas com 500 e mais pessoas era aquele que registava o ganho médio mensal mais elevado, 1 614,45€, estando 21,9% acima da média regional, e o escalão das empresas com 1 a 9 trabalhadores era o que apresentava ganhos médios mensais inferiores (1 081,19€), embora tenha registado um acréscimo de 8,9% face a 2022. A disparidade do ganho médio mensal entre escalões de pessoal das empresas na RAM situou-se em 15,0%, inferior aos 16,4% no País.

Quanto ao ganho médio por profissão, o maior incremento verificou-se nos “Operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem”, grupo que registou um aumento de 8,5% (+96,11€) face a 2022, seguido dos “Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores”, com um crescimento de 7,9% (+77,44€), situando-se, em 2023, os ganhos médios das referidas profissões em 1 229,06€ e 1 054,97€, respetivamente. A disparidade do ganho médio mensal entre profissões na RAM tem vindo a diminuir nos últimos anos, passando de 40,9% em 2013 para 31,6% em 2023. No último ano, a redução foi de 1,2 pontos percentuais (p.p.). A nível nacional, em 2023, este indicador era de 36,3%, refletindo uma redução de 0,6 p.p. face ao ano anterior.

A proporção de população empregada por conta de outrem que mudou de empresa em 2023, em relação ao emprego total, foi de 11,7%, um aumento de 1,8 p.p. face ao ano anterior.

A taxa de atração líquida em 2023, isto é, a razão entre a diferença entre o fluxo de entrada e o fluxo de saída de TCO entre o ano 2022 e 2023 e o número médio de trabalhadores por conta de outrem entre 2022 e 2023, foi positiva em todos os municípios da RAM, exceto na Ponta do Sol e Santana, que registaram taxas de -3,6% e -3,4%, respetivamente. O Porto Santo apresentou a taxa mais alta, de 2,1%. A média da RAM foi de 1,4%, registando um aumento de 0,4 p.p. face a 2022.

 Quadros de Pessoal 2023 PT

Para mais informação aceda a:

 

Cooperação Estatística Internacional

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Literacia Estatística

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