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Em 2019

Maioria dos indicadores de privação habitacional evoluiu de forma positiva na Região face a 2018

A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje no seu portal os resultados definitivos do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR), realizado entre março e maio de 2019. Estes dados confirmam os resultados provisórios divulgados a 26 de novembro de 2019 sobre pobreza e desigualdade, sendo hoje adicionados os dados mais recentes sobre as condições de habitação.

Os resultados do ICOR de 2019 indicam que o valor da taxa de sobrelotação da habitação da Região Autónoma da Madeira (RAM) baixou de 9,0% em 2018 para 8,3% em 2019, mantendo-se abaixo da média nacional (9,5%). Esta taxa corresponde à proporção de pessoas que viviam em alojamentos em que o número de divisões habitáveis (≥ 4 m2) era insuficiente para o número e perfil demográfico dos membros do agregado. Algarve (17,8%) e Região Autónoma dos Açores (15,7%) foram as regiões com os valores mais elevados neste indicador, surgindo o Centro (5,4%) e o Alentejo (7,8%) no polo oposto.

GR ICOR PT

No que diz respeito à taxa de privação severa das condições de habitação, a Região registou em 2019 uma taxa de 4,5%, valor inferior ao observado em 2018 (5,7%), mas superior à média nacional (4,1%). A privação severa das condições de habitação corresponde à condição da população residente que vive num espaço de habitação sobrelotado e com, pelo menos, um dos seguintes problemas: a) inexistência de instalação de banho ou duche no interior do alojamento; b) inexistência de sanita com autoclismo, no interior do alojamento; c) teto que deixa passar água, humidade nas paredes ou apodrecimento das janelas ou soalho; d) luz natural insuficiente num dia de sol. A R.A. Açores (8,7%) manteve-se como a Região com pior performance, ao contrário do Centro e Alentejo (2,3%, em ambos os casos), que registaram os melhores resultados neste indicador.

Disponibilizam-se ainda dois indicadores respeitantes à carga das despesas associadas à habitação, que corresponde ao rácio entre as despesas anuais associadas à habitação e o rendimento disponível do agregado, deduzindo as transferências sociais relativas à habitação em ambos os elementos da divisão. Nestas despesas incluem-se as relacionadas, com eletricidade, gás, água, seguros, etc…

Assim, na carga mediana das despesas em habitação, a RAM surgia em 2019 com um valor de 10,8%, inferior ao observado em 2018 (11,8%). Neste ano, e contrariamente a 2018, esta taxa apresenta um valor inferior ao apurado para Portugal (11,0%). Os resultados para as 7 regiões NUTSII são muito próximos, variando entre os 10,6% no Centro e os 11,9% na R.A. Açores.

Por sua vez, a taxa de sobrecarga das despesas em habitação, isto é, a percentagem de pessoas que vivem em agregados familiares em que o rácio destas despesas em relação ao rendimento é superior a 40%, fixou-se em 6,5% em 2019, superior ao registado em 2018 (5,9%). A proporção de pessoas afetadas pela sobrecarga das despesas com a habitação em Portugal foi de 5,7% sendo mais elevada na região do Algarve (8,2%) e mais baixa no Centro (4,4%).


Para mais informação aceda a:

 

Cooperação Estatística Internacional

MAC14 20

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Literacia Estatística

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