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Em 2024
Número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social diminuiu, enquanto a carga mediana das despesas em habitação aumentou
A Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) divulga hoje um conjunto de dados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) realizado em 2024, complementando a informação divulgada no final do ano passado.
Com base na linha de pobreza nacional, cerca de 48,9 mil residentes na RAM encontravam-se em risco de pobreza, em 2023, refletindo uma diminuição de 22,1% em relação ao ano anterior. Este número traduz-se numa taxa de risco de pobreza de 19,1%, inferior em 5,7 pontos percentuais (p.p.), comparativamente a 2022 (24,8%), embora superior à média nacional (16,6%; - 0,4 p.p. do que em 2022). Da população empregada com 18 ou mais anos, 12,6 mil pessoas estavam em risco de pobreza em 2023. Este número representa uma redução de 5,8 mil trabalhadores face a 2022, estando associado a uma taxa de risco de pobreza de 10,3% (9,2% no País).
Em 2023, cerca de 11,3 mil pessoas viviam em agregados familiares com indivíduos em intensidade laboral per capita muito reduzida, refletindo uma diminuição de 24,2% em relação a 2022. A proporção da população com menos de 65 anos que vivia em agregados familiares com intensidade laboral per capita muito reduzida foi de 5,6%, traduzindo uma redução de 1,8 p.p. face ao ano precedente. No entanto, este indicador permaneceu acima da média nacional, que se situou em 4,8%.
Para o conjunto de 10 dos 13 itens que compõem a privação material e social, registou-se, em 2024, uma diminuição da proporção de pessoas afetadas pela maioria das limitações por dificuldades económicas, em comparação a 2023. Entre as principais dificuldades estão, a nível do agregado, a impossibilidade de substituição do mobiliário usado (47,0%) e, a nível individual, a impossibilidade de participação regular numa atividade de lazer, como desporto, cinema ou concerto (10,3%).
Estima-se que 13,7 mil pessoas na Região estavam em privação material e social severa, em 2024, menos 1,9 mil do que no ano anterior, refletindo uma redução de 12,2%. A taxa correspondente na RAM foi de 5,4% (6,3% em 2023). No País, esta taxa fixou-se em 4,3% (4,9% em 2023).
Em 2024, cerca de 58,9 mil residentes encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social, menos 12,3 mil pessoas que em 2023 (-17,3%). A taxa de risco de pobreza ou exclusão social na RAM foi de 22,9%, refletindo uma diminuição de 5,2 p.p. face a 2023 (19,7% a nível nacional; -0,4 p.p do que em 2023).
Embora a série temporal disponível para as diversas variáveis acima referidas seja muita curta, é de assinalar que em todos os casos, os valores mencionados constituem um mínimo da série.

No que respeita aos indicadores de privação habitacional, observa-se que a taxa de sobrelotação da habitação fixou-se, em 2024, em 19,4% (20,3% em 2023), situando-se, porém, acima da média nacional, que foi de 11,2%.
Registou-se um aumento do rácio entre as despesas em habitação e o rendimento disponível das famílias, observando-se, em 2024, uma carga mediana das despesas em habitação de 10,5% (9,7% em 2023), inferior ao valor do País (12,0%). A taxa de sobrecarga das despesas em habitação foi de 5,2% (3,8% em 2023), também inferior à observada a nível nacional (6,9%). Por fim, a taxa de privação severa das condições de habitação fixou-se em 10,3%, reduzindo-se em 3,1 p.p. e convergindo para a média nacional (4,9%, -1,1 p.p. que em 2023).

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