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Em 2024

Tumores malignos superaram as doenças do aparelho circulatório e tornaram-se, pela primeira vez, a principal causa de morte na Região

A DREM divulga hoje, para a Região Autónoma da Madeira (RAM), os dados sobre as causas de morte de 2024, por grupo etário e sexo, baseados na lista OCDE adaptada. Na comparação anual do número de óbitos, utilizaram-se as taxas de mortalidade com recurso às estimativas da população média anual residente com 1 ou mais anos de idade e nados-vivos.

Em 2024, registaram-se 2 574 óbitos de residentes na RAM, traduzindo um decréscimo de 7,8% face a 2023 (2 791 óbitos). Do total de óbitos, 1 206 eram do sexo masculino (46,9%) e 1 368 do sexo feminino (53,1%). A relação de masculinidade ao óbito foi igual a 88,2, o que significa que ocorreram 88,2 óbitos masculinos por cada 100 óbitos femininos. Em Portugal esta relação foi muito mais elevada, atingindo 99,8.

No ano em análise, a taxa de mortalidade na RAM foi de 997,5 óbitos por 100 mil habitantes, um valor inferior ao observado a nível nacional (1 107,1). No contexto regional, a taxa nas mulheres (1 006,3) foi superior à dos homens (987,7).

A mortalidade por “Tumores malignos” constituiu a principal causa de morte entre os residentes da Região, contabilizando-se 677 óbitos, um aumento de 4,3% face a 2023. Este valor corresponde a uma taxa de 262,4 óbitos por 100 mil habitantes, superior ao registado no ano anterior (254,2).

Neste grupo de causas de morte, na RAM, a morte por “Neoplasia maligna do cólon, reto e ânus” constituiu a principal causa de morte (92 óbitos; 35,7 óbitos por 100 mil habitantes) seguida da “Neoplasia maligna da traqueia, brônquios e pulmão” (86 óbitos; 33,3 óbitos por 100 mil habitantes).

As “Doenças do aparelho circulatório” constituíram a segunda causa básica de morte, totalizando 642 óbitos (-10,8% face a 2023), correspondendo a uma taxa de mortalidade de 248,8 óbitos por 100 mil habitantes, inferior à registada no ano anterior (282,0).

As mortes causadas por “Doenças do aparelho respiratório” foram a terceira causa básica de morte, apresentando na Região 386 óbitos, menos 8,5% do que em 2023. A taxa de mortalidade correspondente foi de 149,6 óbitos por 100 mil habitantes, também inferior à do ano precedente (165,3).

Em 2024, foram registados 21 óbitos por COVID-19 na Região, menos 20 que em 2023, correspondendo a uma taxa de 8,1 óbitos por 100 mil habitantes.

Principais causas morte PT

Em termos comparativos, recorrendo às taxas de mortalidade padronizadas pela idade - indicador que remove o efeito das alterações na composição etária da população - a RAM apresentou, em 2024, um valor superior ao nacional: 940,1 óbitos por 100 mil habitantes, face a 863,9 no País.

Entre as 9 regiões NUTS II, a RAM apresentou a terceira taxa mais elevada, apenas atrás da Região Autónoma dos Açores (RAA) (1 161,9) e do Alentejo (1 011,6). A Grande Lisboa, registou a taxa mais baixa, com 820,3 óbitos por 100 mil habitantes.

No que respeita ao sexo, a taxa de mortalidade padronizada das mulheres na RAM situou‑se em 770,8 óbitos por 100 mil habitantes, valor significativamente inferior ao dos homens (1 189,4). Apesar das taxas regionais serem mais elevadas, a diferença entre sexos manteve‑se semelhante à observada a nível nacional, onde as mulheres registaram 691,0 óbitos por 100 mil habitantes e os homens 1 093,5.

Em relação às três principais causas de morte anteriormente referidas, as taxas de mortalidade padronizadas por “Tumores malignos” e por “Doenças do aparelho circulatório” atingiram valores mais elevados na RAA, situando-se em 274,2 e 266,9 óbitos por 100 mil habitantes, respetivamente. No caso dos “Tumores malignos”, a RAM registou a segunda taxa mais elevada (223,9), acima da média nacional (198,4). Já na mortalidade por “Doenças do aparelho circulatório”, a RAM apresentou a terceira maior taxa regional (194,5), situando-se após o Alentejo (207,0) e acima do valor de Portugal (169,5). No que respeita à mortalidade por “Doenças do aparelho respiratório”, a RAM foi a região com a taxa mais elevada (113,9), seguida da RAA (96,4) e do Algarve (79,6). Em todas estas causas de morte e em todas as regiões, a taxa de mortalidade padronizada foi consistentemente superior entre os homens.

Taxa Mortalidade Padronizada Redes Sociais

Analisando a mortalidade por causa de morte e grupo etário, na Região registaram-se 6 óbitos de bebés com menos de 1 ano, correspondendo a uma taxa de mortalidade infantil de 3,3‰. A principal causa de morte destas crianças foi identificada como “Algumas afeções originadas no período perinatal”, tendo sido registados 4 óbitos devido a esta causa.

No grupo das crianças entre 1 e 14 anos registaram-se 3 óbitos: 2 devido a “Tumores malignos” e 1 por “Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas”. A taxa de mortalidade neste grupo etário foi de 10,2 óbitos por 100 mil habitantes.

Entre os jovens dos 15 aos 24 anos contabilizaram-se 9 óbitos, o que equivale a uma taxa de mortalidade de 31,2 óbitos por 100 mil habitantes. As causas de morte identificadas foram: “Causas de morte externas” (6 óbitos), “Doenças do aparelho circulatório” (1 óbito), “Doenças do aparelho respiratório” (1óbito) e “Sintomas, sinais, exames anormais, causas mal definidas” (1 óbito).

No grupo etário dos 25 aos 64 anos contabilizaram-se 447 óbitos, correspondendo a 17,4% do total e a uma taxa de mortalidade de 311,3 óbitos por 100 mil habitantes. Destacam-se como principais causas de morte: “Tumores malignos” (186 óbitos), “Doenças do aparelho circulatório” (89 óbitos) e “Causas de morte externas” (51 óbitos).

Entre os 65 e os 84 anos contabilizaram-se 1 168 óbitos, o que representa 45,4% do total e uma taxa de mortalidade de 2 439,3 óbitos por 100 mil habitantes). Neste grupo, a principal causa de morte continuou a ser “Tumores malignos” (376 óbitos), destacando-se os óbitos por “Tumor maligno do cólon, reto e ânus” (54 óbitos) e por “Tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmão” (47 óbitos). As “Doenças do aparelho circulatório” surgem como a segunda causa de morte (267 óbitos), seguidas das “Doenças do aparelho respiratório”, com 150 óbitos.

Em 2024, a Região totalizou 8 189 anos potenciais de vida perdidos, correspondendo a uma média de 12,0 anos por óbito com menos de 70 anos. Destacaram-se 37,6% dos anos potenciais de vida perdidos devidos a “Tumores malignos” (média de 10,9 anos perdidos por óbito), 17,1% por “Doenças do aparelho circulatório” (média 10,4 anos) e 16,2% por “Causas de morte externas” (média de 20,0 anos). A nível nacional, o número médio de anos potenciais de vida perdidos foi igual a 12,4, superior ao da RAM.

Para mais informação aceda a:

Cooperação Estatística Internacional

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Literacia Estatística

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